19 de outubro de 2018
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Turismo étnico e patrimônio cultural são discutidos durante a festa do Bembé

Turismo étnico e patrimônio cultural são discutidos durante a festa do Bembé

Até domingo (13), baianos e visitantes que forem ao município de Santo Amaro, localizada no Recôncavo Baiano a 70 quilômetros de Salvador, poderão conhecer uma das principais festas de candomblé da Bahia. Com 129 anos de história, o Bembé do Mercado reúne povos de terreiros do Recôncavo Baiano em celebrações realizadas em plena rua, em um barracão montado no Largo do Mercado. O evento tem apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias do Turismo (Setur) e Cultura (Secult).

Também conhecida como Candomblé da Liberdade, a comemoração é realizada desde 1889, quando negros saíram às ruas de Santo Amaro para agradecer aos orixás a libertação da escravatura, ocorrida um ano antes. Com o passar dos anos, a festa se tornou um dos principais atrativos do Turismo Étnico-afro na Bahia.

A Prefeitura Municipal estima que cerca de 600 visitantes participem de cada dia da programação iniciada na quarta-feira (9). A movimentação reflete na procura por alguns meios de hospedagem da cidade. É o caso dos hotéis Purificação e Casa Grande. O primeiro tem 40 apartamentos enquanto o segundo, 24. Ambos devem chegar a 100% de ocupação neste fim de semana.

Além das celebrações do candomblé, o Bembé do Mercado conta com apresentações culturais de grupos de manifestações populares como capoeira, samba de roda, samba chula e Lindro Amor. O ponto alto da festa é a entrega do presente à Iemanjá no domingo (13), na praia de Itapema, às 11h.

Fórum – O Bembé do Mercado é patrimônio imaterial decretado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) desde 2012. A tradição cultural do Bembé do Mercado e sua relação com o turismo foram discutidas durante a primeira edição do Fórum de Fortalecimento do Bembé do Mercado, nesta sexta-feira (11), no teatro Dona Canô.

“Nosso objetivo é mostrar que o Bembé do Mercado pode ser economicamente sustentável e atrai turistas, mantendo seus valores religiosos e culturais”, explicou a coordenadora de Turismo Étnico da Setur, Tâmara Azevedo, durante explanação no fórum, realizado desde a quinta-feira (10).

A Setur tem trabalhado para apresentar o turismo como oportunidade de geração de renda e desenvolvimento econômico das comunidades étnicas. No último ano, 619 pessoas participaram de cursos de qualificação oferecidos em Santo Amaro, incluindo oficina de construção de redes do turismo, produção associada ao turismo, qualidade do atendimento ao turista e empreendedorismo étnico, dentre outros.




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