15 de julho de 2018
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Comitê Olímpico do Brasil lança cartilha para prevenção de assédio sexual

Comitê Olímpico do Brasil lança cartilha para prevenção de assédio sexual

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) elaborou uma cartilha com orientações e informações para a prevenção de assédio sexual e moral no ambiente esportivo. O documento foi apresentado nesta terça-feira (15), na sede da entidade. No mesmo evento, o presidente Paulo Wanderley assinou um Termo de Compromisso para Ações de Prevenção ao Abuso e Assédio Sexual e Moral no Ambiente Esportivo.

O evento contou com a presença de Leandro Cruz, ministro do Esporte, e presidentes de confederações esportivas nacionais. Participaram ainda o vice-presidente do COB, Marco La Porta, o diretor-geral Rogério Sampaio, o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, André Argôlo, o diretor do Departamento de Esporte de Base e de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Raimundo Neto, e o diretor do Departamento de Acompanhamento e de Políticas e Programas Intersetoriais de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, Rafael Azevedo.

“As ações propostas têm por objetivo a preservação da dignidade da pessoa humana e seus direitos fundamentais, tais como a liberdade, a intimidade, a vida privada, a honra, a igualdade de tratamento e o direito a um bom ambiente de trabalho, e de prática esportiva, sadio e seguro”, explicou Paulo Wanderley.

Na cerimônia de assinatura, ainda estavam presentes os medalhistas olímpicos Emanuel Rêgo, Isabel Swan e Yane Marques, que representavam a Comissão de Atletas do COB. “Assim como o COB assumiu o compromisso público de desenvolver ações efetivas para prevenção do abuso e assédio sexual no ambiente esportivo, solicito que as confederações também se engajem como forma de adesão para um trabalho em conjunto com o COB”, disse o presidente do COB.

A apresentação da cartilha e a assinatura do termo de compromisso ocorrem em um momento de denúncia no esporte nacional. As acusações pesam contra o técnico de ginástica artística Fernando de Carvalho Lopes. Segundo depoimentos de dezenas de atletas, ele teria cometido abusos sexuais durante vários anos em treinos, testes físicos e em viagens com diversos esportistas. O profissional nega as acusações.

Foto: Francisco Medeiros/Ministério do Esporte




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