20 de outubro de 2018
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Governo diz que energia solar gera 13 mil empregos na Bahia

Governo diz que energia solar gera 13 mil empregos na Bahia

Maior estado da região mais ensolarada do Brasil, a Bahia ocupa o primeiro lugar em produção de energia solar, que já emprega, segundo o governo do estado, cerca de 13 mil pessoas no interior, vagas criadas após investimentos de R$ 2,2 bilhões. Matéria publicada pelo jornal A Tarde informa que as autoridades contam com mais nove empreendimentos, em um total de R$ 1 bilhão em investimentos, que gerariam mais sete mil empregos no sertão.

“A Bahia é considerada o estado de maior potencial solar do país devido à sua grande extensão territorial e ao alto índice de radiação solar, superior a 6,5 kWh/m²”, afirma Alex Álisson, coordenador do Programa de Pós-graduação em Modelagem Computacional e Tecnologia Industrial.

Enquanto essa onda de placas fotovoltaicas espalhadas por Bom Jesus da Lapa, Tabocas do Brejo Velho e outros municípios traz esperança de atração de indústrias ao semiárido, em Salvador jovens empreendedores apostam cada vez mais na venda e aluguel de pequenas placas fotovoltaicas para residências, comércio e pequenas indústrias. Um movimento que começou logo que saíram os primeiros leilões de energia solar.

Atlas Solar – A aposta no setor é tamanha que no dia 17 de maio, durante a Campus Party Bahia, na Arena Fonte Nova, o governo lançou a Atlas Solar da Bahia, um guia sobre as possibilidades de investimento. Mas, assim como todo negócio, o investimento demanda cautela.

O gerente de tecnologia e inovação do Senai-Cimatec, Flávio Marinho, afirma que quem quer começar deve conhecer profundamente a cadeia produtiva relacionada à geração solar. “É preciso observar o que já vem sendo feito em outros países, que já fizeram este caminho e possuem cadeias robustas para explorar esta nova matriz energética”, declara.

Marinho também chama a atenção para a importância da inovação. “Observar o que pode ser feito de formas melhores e encontrar rupturas nos modelos tradicionais de produção e distribuição podem ser alternativas para se pensar em novos negócios”, diz.

Foi justamente o que fez João Albernaz Neto, um dos sócios da Gauss Energia. Depois de um período vivendo na Irlanda e na Alemanha, ele percebeu que a experiência no exterior foi inspiradora. “Todos nós (os quatro sócios) moramos na Europa e vimos coisas que queríamos implantar na Bahia”, diz Neto.

A Gauss já realizou mais de 30 projetos de instalação de placas fotovoltaicas em Salvador, Camaçari, Irecê, Nova Soure e outras cidades. O nome da empresa homenageia o cientista alemão Carl Friederich Gauss (1777-1855).

Depois de investir em um programa de sustentabilidade para os lançamentos da Construtora Civil e lançar projetos em conjunto com a Construtora Barcino Esteves, o empresário Rafael Valente uniu-se aos sócios para um novo empreendimento: a Civil Eco. “A empresa é voltada para o negócio da geração de energia solar e também projetos inovadores. Temos um foco nas startups”, diz Vinícius Mariano, um dos sócios.

O cenário parece animador. Em artigo publicado pelo site da revista Forbes no último mês de abril, o analista britânico Garauv Sharma aponta que pela primeira vez os custos de produção da energia renovável são menores do que os da energia de combustíveis fósseis (petróleo, nuclear). E o Brasil, segundo a mesma revista, é um dos países que mais devem se beneficiar da energia solar, tanto em geração de kWh quanto em criação de empregos no setor. Melhor para a Bahia, líder na produção.




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