22 de outubro de 2018
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Salvador: Pesquisa identifica perfil de empreendimentos e público do Rio Vermelho

Salvador: Pesquisa identifica perfil de empreendimentos e público do Rio Vermelho

Cenário da tradicional Festa de Iemanjá, bairro onde Jorge Amado morou por muitos anos e ponto de encontro da boemia soteropolitana, o Rio Vermelho guarda em seus atrativos parte da história e da tradição de Salvador. Com uma predominância de estabelecimentos do setor de bares e restaurantes, o posto de bairro mais boêmio da cidade não é nenhuma novidade. Para contribuir com o aprimoramento do local do ponto de vista turístico, o Sebrae realizou uma pesquisa para identificar o perfil dos empreendimentos e do público frequentador do Rio Vermelho.

Foram mapeados 162 estabelecimentos, sendo que 76 são enquadrados como microempresa, enquanto 71, como pequena empresa. Entre os tipos de negócio, predominam bares e restaurantes, com 52% do bairro sendo ocupado por esse tipo de estabelecimento. Além disso, o local reúne cafeterias, sorveterias, casas de show, boates e baianas de acarajé.

A pesquisa revela que, mais do que um bairro boêmio, o Rio Vermelho demonstra ser um verdadeiro polo gastronômico, possuindo estabelecimentos que atuam com 17 tipos diferentes de culinária, como baiana, japonesa, mexicana, árabe, vegetariana, portuguesa, havaiana, italiana, entre outras.

Os empresários mostram também que estão antenados com as demandas das mídias digitais. A pesquisa revela que 65% fazem gestão da reputação online e a maioria possui perfil em redes sociais: 73% no Instagram e 71% no Facebook. Além disso, 26% possuem site e 15% monitoram a reputação no TripAdvisor.

Já para identificar o perfil dos frequentadores, a pesquisa ouviu 1.273 entrevistados. O levantamento aponta que os principais turistas estrangeiros vêm da Argentina, Portugal e Espanha. Do Brasil, a maior parte dos frequentadores, fora a Bahia, vem do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. Afunilando ainda mais esse perfil, foi identificado que 65% são moradores do próprio bairro do Rio Vermelho, 20% são soteropolitanos, 13%, turistas brasileiros e 2%, turistas estrangeiros.

Para 30% dos entrevistados, a principal motivação de visita ao bairro é a diversão noturna. A segunda motivação mais citada foi a gastronomia (20%), seguida da praia (14%) e das áreas públicas (11%) do local. A pesquisa aponta ainda que 39% gastam, em média, até R$ 50 no bairro, e 38% gastam entre R$ 51 e R$ 100.

De acordo com a coordenadora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae, Ana Paula Almeida, a pesquisa permite conhecer o perfil do turista, de forma que, com as informações em mãos, os empresários possam atuar estrategicamente para atender esse público. “Além disso, é possível identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria nos serviços, infraestrutura, entre outros aspectos, auxiliando na definição das ações mais estratégicas”, complementa.

Ana Paula destaca que outro ponto importante da pesquisa é a possibilidade divulgação dos empreendimentos de forma setorizada. “É possível indicar para os turistas e soteropolitanos tudo o que o Rio Vermelho tem para oferecer, identificando, por exemplo, quais possuem parquinho e menu para crianças, vista para o mar, quais possuem estacionamento próprio, banheiros adaptados”, detalha.

A pesquisa foi apresentada para os empresários do bairro no dia 17 de maio, quando foi proposta a formação de dois grupos de empresários. O primeiro, voltado para definir ações ligadas à divulgação, como plataformas digitais, marca lugar, mapas, atuação nas mídias sociais etc. O segundo terá foco na infraestrutura, para discutir propostas que envolvam intervenções como reforma da igreja, instalação de ponto de informação turística, sinalização, implantação de espaços criativos, entre outros pontos.




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