17 de agosto de 2018
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Nasa lança sonda hiper-resistente para “tocar” o Sol

Nasa lança sonda hiper-resistente para “tocar” o Sol

A agência espacial americana (Nasa) lançou sua primeira missão para “tocar” o Sol, a Parker Solar Probe, às 4h31 da manhã deste domingo (12), horário de Brasília (3h31 da manhã, hora local). A operação chegou a ser adiada três vezes. O último cancelamento ocorreu no sábado (11) por conta de problemas técnicos.

A nave espacial deverá se aproximar da enorme estrela cheia de hidrogênio e hélio e enfrentará temperaturas altíssimas, assim como níveis de radiação. Os cientistas vão chegar mais perto do que nunca – na atmosfera externa do Sol – e o que será colhido de informação pelo caminho também será importante.

A nave espacial foi lançada da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, em uma janela de lançamento que foi aberta neste sábado (11) às 3h48 da madrugada da Flórida (4h48 de Brasília).

A Nasa disse que a missão é “histórica”. “Esta missão é um tremendo desafio de engenharia e ciência. As informações que resultarem do experimento vão revolucionar nosso entendimento do Sol”, garantiu Juan Felipe Ruiz, engenheiro mecânico da sonda Parker.

A Parker Solar Probe (PSP) é uma nave única: foi projetada para suportar condições brutais de calor e radiação, com uma blindagem que é resultado de anos de pesquisas.

A PSP chegará sete vezes mais perto do Sol do que qualquer outra espaçonave. Para suportar as altas temperaturas, ela terá um escudo especial com 11,43 centímetros de espessura. O material deverá suportar temperaturas que passam de 1,3 mil ºC – a superfície do Sol pode chegar a 5,5 mil ºC. A coroa, atmosfera externa, pode ter milhares de graus Celsius. Por isso, vamos chegar até um certo limite. A PSP terá mais ou menos o tamanho de um carro e tem custo de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,8 bilhões).

Objetivos – A missão tem como principais objetivos aprender mais sobre os ventos solares (um fluxo de partículas que sai constantemente do Sol) e entender os motivos de a atmosfera externa do Sol ser mais quente que a superfície.

O nome da missão – Parker Solar Probe – é uma homenagem a Eugene Newman Parker, astrofísco de Michigan. Foi ele quem descobriu uma solução matemática para comprovar os ventos solares. Parker recebeu a honra de ter uma missão com seu nome ainda vivo, uma raridade na história da Nasa.

Foto: Reprodução/Twitter




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