8 de janeiro de 2026
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Camaçari celebra Dia de Reis com muito samba de roda em Cajazeira de Abrantes

Camaçari celebra Dia de Reis com muito samba de roda em Cajazeira de Abrantes

Com trajes especiais e muito samba no pé, moradores de Cajazeira de Abrantes, na zona rural do município, coloriram a praça da localidade em uma celebração de fé e tradição na noite desta terça-feira (6), durante o Terno de Reis. A manifestação cultural e religiosa faz referência à visita dos três Reis Magos ao Menino Jesus, marcando a data como Dia de Reis.

A iniciativa, promovida pela comunidade com apoio da Prefeitura de Camaçari, através da Secretaria de Cultura (Secult), encerra o ciclo de festejos natalinos e dá início ao período de festas populares da cidade.

Rememorar a atitude dos reis que presentearam o Menino Jesus com ouro, incenso e mirra é um marco para fiéis católicos e admiradores da religião cristã.

O prefeito Luiz Caetano prestigiou de perto as apresentações. “O Terno de Reis é uma manifestação de tradição, cultura e identidade, uma história viva que atravessa gerações na nossa cidade”, pontuou.

A secretária de Cultura, Elci Freitas, destacou a alegria da celebração. “Cada canto e cada passo desse terno carregam a história de gerações e mostram a força da cultura popular de Camaçari. A Secult segue firme no cuidado e no fortalecimento de todas as manifestações que são patrimônio vivo do nosso município”, ressaltou.

Reunindo crianças, jovens e adultos, no festejo, os personagens bíblicos Melchior, Gaspar e Baltazar, além do anjo, foram representados por moradores de Cajazeira de Abrantes em uma encenação interativa. Entre cantigas e batuques, as sambadeiras deram o tom, animando a plateia que tomou a rua, em um clima de muita alegria e comunhão.

O Terno de Reis de Cajazeira de Abrantes é uma tradição perpetuada desde 2009 e que, ao longo do tempo, tomou corpo e força com a contribuição ativa da comunidade. É o que contou Janete Figueiredo Santos, 50 anos, uma das precursoras da festividade.

“Junto com a Mestra Nilcélia Santos, demos início a esta celebração aqui. Saíamos nas casas, de porta em porta, levando a folia. De lá pra cá, a festa foi crescendo mais e mais e ganhou outro formato. A cada ano fazemos roupas diferentes, com as saias para o samba de roda”, rememorou, bastante emocionada. “Gosto de sambar e de levar alegria. É uma cultura que mantemos viva, tudo feito junto com a comunidade”, completou Janete.

Filha da Mestra Nilcélia, que faleceu em 2025, para Neilma dos Santos Piedade, 42 anos, participar do festejo é uma maneira de manter vivo um legado, onde a cultura popular e a ancestralidade são epicentros.

“No ano passado, nesse período, minha mãe estava internada, mas estava lá pensando no Terno de Reis e disse para a gente não deixar de fazer. Outros lugares já deixaram de celebrar o terno, mas aqui em nossa localidade não vamos deixar morrer. Os moradores se reúnem, contribuem, colaboram para manter viva essa tradição”, pontuou ela, que é uma das cerca de 30 integrantes das Sambadeiras de Cajazeira.

O evento contou com apresentação dos grupos culturais Boi Janeiro de Parafuso, Burrinha Preciosa e Reisado, além de participação especial dos músicos Lucas Freitas e Rogério Bambeia.

Foto: Juliano Sarraf




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