5 de fevereiro de 2026
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“Regulamentar é dar transparência e exigir que o que seja crime na vida real seja crime também na internet”, diz Éden

“Regulamentar é dar transparência e exigir que o que seja crime na vida real seja crime também na internet”, diz Éden

O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, falou sobre a necessidade de regulamentação das redes sociais e que o uso inadequado delas não podem se sobrepor às leis, à democracia e para manipular e disseminar mentiras. Em entrevista à rádio Antena 1, o dirigente petista fez questão de realçar que a luta do partido e da esquerda pela regulamentação das redes não se trata de censura e sim da defesa dos valores democráticos.

“O presidente Lula tem alertado o Brasil, a sociedade brasileira e o mundo sobre o elemento da soberania digital. Não haverá independência e soberania de nenhum país se não tivermos soberania sobre o digital, o fluxo de informação, o controle de informação, a qualidade dessa informação. Nós não somos inimigos das redes, nós estamos nas redes e gostamos das redes sociais. O problema é que as redes sociais não podem estar acima das leis e as redes sociais não podem ser instrumentalizadas contra a democracia, contra a democracia digital, a cidadania ou a soberania”.

O secretário de comunicação alertou que quando as redes sociais são mal usadas elas podem prejudicar muito a democracia. “Quando a gente fala de regulamentar nada mais é do que duas coisas: uma, dá transparência, como funciona, a quem entrega, quando você posta, quando eu posto, a quem entregue essa informação, chega para quantas pessoas, é de maneira igual para mim que sou da esquerda ou para quem é da direita, ou é de maneira igual entre mulheres e homens, dá transparência. A outra coisa é simples: aquilo que for crime na vida real, precisa ser crime no âmbito das redes”.

Éden acrescentou que regulamentar, na opinião do PT, é dar total transparência ao funcionamento das redes. “Inclusive dos recursos de onde ganham dinheiro, de onde eles lucram, porque a democracia não pode estar à mercê do lucro, o voto não pode estar à mercê do lucro. E principalmente nesse ano eleitoral que a gente está aí já nas vésperas e que precisa ter essa visibilidade, tendo em vista que nas eleições de 2022 pudemos ver que muito foi cometida essa questão”, concluiu.

Foto: Divulgação




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