10 de março de 2026
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Marcelino Galo cobra da Prefeitura de Salvador a conclusão da escola municipal para crianças com autismo

Marcelino Galo cobra da Prefeitura de Salvador a conclusão da escola municipal para crianças com autismo

Anunciada pela Prefeitura de Salvador como um equipamento voltado à inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Escola Municipal do Curralinho, no bairro do Stiep, continua sem conclusão. A obra, de responsabilidade da gestão municipal, foi contratada em dezembro de 2021 com prazo inicial de 18 meses e orçamento de R$ 12 milhões. Recebeu aditivos e alcançou cerca de R$ 16 milhões e não há nenhuma previsão oficial de entrega.

O deputado estadual Marcelino Galo (PT) cobra explicações do prefeito Bruno Reis sobre a paralisação e o aumento de custos. Segundo ele, enquanto o prédio permanece inacabado, famílias que aguardam atendimento especializado seguem sem acesso ao serviço prometido para crianças com autismo.

O líder do PT na Assembleia também cobrou atuação mais firme da Câmara Municipal na fiscalização da obra. Galo citou os vereadores Sandro Filho e Jorge Araújo, “São vereadores que costumam subir o tom em críticas ao governo estadual, mas que permanecem em silêncio quando se trata de cobrar explicações da prefeitura. Isso enfraquece o poder fiscalizador do Legislativo Municipal”, declarou.

Para Galo, a obra inacabada também evidencia um problema estrutural na educação infantil da capital. Ele afirma que Salvador ainda enfrenta grande dificuldade para atender a demanda por creches municipais, deixando milhares de famílias sem vagas para crianças de 0 a 3 anos.

De acordo com o parlamentar, dados do Tribunal de Contas do Município e do Censo Escolar mostram que a cidade ainda está distante de cumprir metas de ampliação do atendimento nessa faixa etária. “Enquanto milhões são investidos em obras que não são concluídas, a prefeitura segue incapaz de garantir o básico: creches suficientes para atender as famílias que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos”.

Segundo o deputado, o caso da escola do Stiep se tornou um exemplo do que ele classifica como falhas de planejamento e gestão. “Já são cerca de R$ 16 milhões aplicados em uma estrutura que ainda não atende à população, enquanto crianças e famílias continuam esperando por serviços essenciais”.

Foto: Divulgação




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