Jornalistas da imprensa nacional estranharam a justificativa apresentada por ACM Neto para a revelação do Coaf de que uma empresa ligada a ele fez uma movimentação milionária com o Banco Master e a Reag. A questão está na pauta de todos os noticiosos do país com abordagens críticas à explicação do vice- presidente do União Brasil.
O colunista do portal do UOL, Josias de Souza, afirmou que o pagamento de R$ 3,6 milhões recebido pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto em consultorias ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro é um “repasse mal cheiroso e mal explicado”.
A desconfiança foi compartilhada também pela colunista Dora Kramer, da Jovem Pan News. “Essa consultoria é muito esquisita. Primeiro porque naquele ano de 2022, o Neto que tinha sido prefeito de Salvador saiu para concorrer o governo da Bahia e ele esteve ocupado na campanha. Eu não sabia, estou sabendo agora, que candidatos a governador prestavam consultoria. Enfim, achei esquisito”, disse ela.
Em seu comentário no UOL, Josias assinalou ainda que a empresa foi criada em dezembro de 2022, logo depois da disputa eleitoral, na qual ACM Neto foi derrotado por Jerônimo, com o ínfimo capital social de R$ 2 mil e realizou transações milionárias em consultorias para o Banco Master e a Reag.
De acordo com o informado oficialmente pelo Coaf, os recursos teriam sidos transferida por meio da Reag Investimentos, operadora de fundos que também esteve sob intervenção e liquidação pelo Banco Central. Outra parte do dinheiro veio diretamente do Banco Master. Somadas, as transferências chegaram a R$ 3,6 milhões.
Josias questionou a dimensão do pagamento diante da estrutura da empresa e do capital social registrado. “É um capital social mixuruca”, observou o jornalista, ao destacar que a empresa com esse perfil recebeu quase R$ 4 milhões do grupo ligado a Vorcaro.
Josias também levantou dúvidas sobre o tipo de consultoria que teria sido prestada ao grupo financeiro. Em tom crítico, afirmou que, caso tenha havido orientação empresarial, ela não teria produzido resultados positivos, uma vez que o grupo enfrentou colapso financeiro.
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