ACM Neto entrou na mira da CPI do Crime Organizado por causa de repasses de R$ 3,6 milhões recebidos por sua empresa de consultoria entre 2023 e 2024. O pedido de convocação sustenta que esses pagamentos, feitos pelo Banco Master e pela Reag, precisam ser esclarecidos no contexto das investigações sobre possíveis conexões entre estruturas empresariais, agentes públicos e organizações sob apuração.
O caso ganhou dimensão maior porque o Banco Master é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraude bilionária no sistema financeiro e aponta conexões com o PCC. Com isso, o nome do ex-prefeito deixa de aparecer apenas no noticiário político e passa a integrar formalmente a agenda de uma CPI no Senado.
Depois de ACM Neto, a comissão também avançou sobre Valdemar da Costa Neto. O pedido de convocação dele foi apresentado após declarações sobre doações eleitorais feitas por Fabiano Zettel ao PL e às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo a justificativa do requerimento, Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ambos são investigados no mesmo inquérito.
Outro nome alcançado nessa rodada é Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro. A avaliação da CPI é que sua oitiva pode ajudar a ampliar a apuração sobre a rede de relações pessoais, empresariais e financeiras em torno do banco.
A comissão deve votar um conjunto de requerimentos que inclui convocações, pedidos de quebra de sigilo e compartilhamento de informações, ampliando o alcance das investigações.
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