A Bahia permanece em estado de alerta diante da continuidade das instabilidades atmosféricas que mantêm a previsão de chuvas em diversas regiões do estado. De acordo com o mais recente alerta meteorológico da Sala de Situação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), divulgado nesta segunda-feira (30) e válido para as próximas 24 horas, ao menos 135 municípios estão sob alerta, com possibilidade de ocorrência de temporais em áreas isoladas.
O meteorologista Henrique Mendonça explica que o cenário é resultado da persistência de sistemas atmosféricos que favorecem a formação de nuvens carregadas. “Em algumas localidades, as chuvas podem ocorrer com maior intensidade, elevando o potencial de transtornos à população”, explica.
Henrique destaca ainda que a situação se agrava diante dos acumulados registrados nos últimos dias, que mantêm o solo encharcado e ampliam o risco de alagamentos e deslizamentos de terra, sobretudo em áreas urbanas e regiões historicamente vulneráveis.
A lista de municípios em alerta abrange áreas do litoral, recôncavo e sul da Bahia, como a capital Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Camaçari e Lauro de Freitas.
Níveis dos rios seguem acima das cotas de segurança
Além das condições meteorológicas, o monitoramento hidrológico indica situação preocupante em algumas bacias. No rio São Francisco, a estação de Bom Jesus da Lapa registrou, às 9h30 desta segunda-feira, cota de 701 centímetros, valor acima da cota de emergência para inundação, estabelecida em 625 cm.
Mais a jusante, no município de Barra, o nível do mesmo rio atingiu 578 cm no mesmo horário, superando a cota de alerta (560 cm), com tendência de elevação nas próximas horas. Já na bacia do rio Pardo, a estação de Itapetinga apresentou nível de 338 cm às 9h45, permanecendo acima da cota de alerta (305 cm), embora com tendência de redução.
A Sala de Situação do Inema segue realizando o acompanhamento em tempo real das condições meteorológicas e dos níveis dos rios, com base em dados de estações distribuídas em diferentes bacias hidrográficas do estado. O trabalho é realizado em articulação com órgãos federais, como a Agência Nacional de Águas (ANA), e subsidia ações de prevenção e resposta.
Foto: Matheus Lemos-Ascom/Sema






