Adaptação teatral da obra clássica do escritor Graciliano Ramos, o espetáculo “Vidas Secas” estreia no próximo sábado (17), no Teatro Cidade do Saber (TCS). A montagem fica em cartaz ainda nos dias 18, 23, 24 e 25 de janeiro, sempre às 19h, com entrada gratuita. Os ingressos devem ser garantidos através da plataforma Sympla, neste link sympla.com.br/evento/vidas-secas-cia-buffo-de-teatro/3263069?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAb21jcAPSFgNleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAadOOdaCKoEFN3yLniixQs4SxLQnQIHliouCMYejxDpBy69m7dMVvMIeEnsfrA_aem_xlmRboLZinOfUXSvq4GhKg&referrer=l.instagram.com&referrer=destaque1.com&referrer=destaque1.com&referrer=www.camacari.ba.gov.br.
Apresentada pela Cia. BUFFO de Teatro, a peça, que conta com texto de Jéssica Menezes e Lara Nunes e direção de Jéssica Menezes, leva ao palco a dura e poética travessia de uma família sertaneja que enfrenta a seca, a fome e a exclusão social no sertão nordestino. A encenação propõe uma leitura sensível e contemporânea da obra, preservando a força crítica de Graciliano Ramos ao mesmo tempo em que dialoga com questões sociais ainda urgentes, como desigualdade, migração forçada e desumanização.
Em cena, o público acompanha a trajetória de Fabiano, interpretado por Damporal, e Sinhá Vitória, vivida por Ana Paula Souza, personagens centrais da narrativa. O casal simboliza a resistência de milhares de famílias sertanejas diante da escassez material e afetiva, onde o silêncio, o cansaço e a esperança se misturam na luta diária pela sobrevivência.
A dramaturgia busca valorizar o corpo e a presença dos atores, construindo imagens que evocam o sertão, a aridez da paisagem e a força humana diante da adversidade. A atuação se apoia na expressividade física e na construção coletiva da cena, objetivando criar uma experiência intensa e sensorial para o público.
O espetáculo recebe apoio financeiro do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (MinC), via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); da Secretaria de Cultura de Camaçari (Secult) e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult BA). A classificação indicativa é de 12 anos.
Foto: Vini Ribeiro/Divulgação






