Mais de 3 mil militantes se mobilizaram, nesta quinta-feira (22), no Centro Histórico de Salvador, para um dos maiores atos no Brasil em solidariedade ao povo da Venezuela e contra o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump. O encontro foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrou a programação do 14º Encontro Nacional do MST, reunindo líderes nacionais do movimento, partidos de esquerda e movimentos sociais.
Durante a marcha, que saiu da Praça Castro Alves em direção ao Terreiro de Jesus, o presidente do PT Bahia, Tássio Brito, reiterou que o povo venezuelano tem o direito de escolher seu presidente e nenhum outro país pode, por interesses econômicos, infringir a soberania de um povo.
“É deste estado, símbolo de luta e união do povo, que resistiu durante séculos a exploração, o imperialismo e o colonialismo – que vamos mandar um recado pra todo mundo: na América latina, somos senhores e senhoras do próprio destino e não topamos ação imperialista dos Estados Unidos da América do Norte. Aqui temos um povo batalhador e carregamos a esperança de um mundo solidário e fraterno. Nós vamos construir a soberania da América Latina no dia a dia, com a determinação dos povos e a luta contra esse sistema perverso que explora nosso povo no mundo inteiro. Viva a América Latina”, afirmou o dirigente.
O líder nacional do MST e referência histórica da luta pela reforma agrária, João Pedro Stédile, também discursou no ato. Ele saudou a resistência do povo venezuelano diante da crise humanitária e econômica e prestou solidariedade aos países que enfrentam intervenções dos Estados Unidos, como Cuba, Haiti, Burkina Faso e Palestina.
“Nosso movimento tem muito orgulho de ter como companheiros os povos que estão na luta contra o imperialismo. Proponho que a gente faça um juramento para selar um compromisso com a libertação de Maduro”, afirmou.
Além do MST e do PT Bahia, o ato contou com a participação de diversos movimentos sociais, de moradia, movimento negro, estudantil, de mulheres e juventude, assim como representantes de partidos de esquerda, como PCdoB e Psol.
Foto: Ezequiel Silva de Souza/Divulgação






