7 de fevereiro de 2026
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Drenagem negligenciada pela prefeitura está na raiz da poluição das praias de Salvador, diz Afonso Florence

Drenagem negligenciada pela prefeitura está na raiz da poluição das praias de Salvador, diz Afonso Florence

A poluição da rede de drenagem urbana, responsabilidade direta da Prefeitura de Salvador, está na raiz do problema que torna várias praias da capital impróprias para banho. Foi o que afirmou o secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, ao rebater declarações do prefeito Bruno Reis que tentam atribuir ao Estado e à Embasa a culpa pela poluição do litoral.

Segundo Florence, a Constituição Federal é explícita ao definir que o saneamento básico é dever dos municípios, incluindo três frentes: coleta e tratamento de esgoto, destinação de resíduos sólidos (lixo) e drenagem urbana. “Sem obras de drenagem, coleta adequada do lixo e ações de fiscalização ambiental, não há como evitar que a poluição chegue às praias”, afirmou, classificando como inverdades as falas do prefeito.

Do ponto de vista técnico, o secretário explicou que a Embasa é responsável exclusivamente pela coleta e tratamento de esgoto, serviço que atende mais de um milhão de imóveis de Salvador. Todo esgoto coletado é encaminhado para tratamento e o efluente resultante é lançado de forma adequada nos emissários submarinos do Rio Vermelho e do Jaguaribe, dentro dos padrões ambientais.

A poluição das praias decorre, em primeiro lugar, da falta de ordenamento e fiscalização do uso do solo pela prefeitura, que é responsável por preservar as áreas ambientalmente sensíveis da cidade, como as margens de rios urbanos. Quando a prefeitura se omite da responsabilidade de fiscalização ambiental e ainda falha na coleta do lixo, toda essa sujeira acaba na rede de drenagem. No tempo seco, a poluição é interceptada pelas 65 estações de captação operadas pela Embasa, que bloqueiam o lixo e desviam a água poluída para a rede de esgoto. Mas, quando chove, a água suja proveniente dos canais da prefeitura acaba chegando às praias.

Florence atribuiu essa situação à inércia das gestões municipais, citando Bruno Reis e seu antecessor, ACM Neto, pela omissão continuada em cumprir o dever constitucional de investir na despoluição da drenagem urbana, o que agrava a contaminação das praias.

Em contraponto, o secretário destacou que o governo do Estado, em parceria com o governo federal por meio do PAC, já executa obras de drenagem em Salvador, com investimentos que somam cerca de R$ 1 bilhão. Ele defendeu uma parceria institucional para resolver o problema, mas foi enfático: se a prefeitura não agir, o Estado continuará fazendo sua parte para garantir a despoluição das praias.

Foto: Ascom Casa Civil/Divulgação




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