22 de fevereiro de 2026
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OSBA promove encontro de artistas em concerto de “saideira” do carnaval no Largo do Pelourinho

OSBA promove encontro de artistas em concerto de “saideira” do carnaval no Largo do Pelourinho

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), promoveu uma noite de encontros memoráveis durante a apresentação do “Baile Concerto – A Saideira”. O evento, que encerra a programação do carnaval do Governo da Bahia através do projeto “Carnaval na Bahia: um Estado de Alegria”, aconteceu de forma gratuita no Largo do Pelourinho, na noite deste sábado (21). A iniciativa reafirma o papel da OSBA como um equipamento cultural pulsante e conectado com as manifestações populares, celebrando o encerramento da folia com um repertório que transita entre o erudito e os ritmos que definem a identidade baiana.  
 
Sob a regência do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes, o concerto transformou o Centro Histórico em um baile sinfônico ao ar livre. O repertório celebrou os 110 anos do samba e a pluralidade da música baiana, contando com participações de nomes como Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais, Serginho do Adão Negro e Edcity.
 
Para o maestro Carlos Prazeres, a presença da OSBA em um evento pós-folia é fundamental para gerar um sentimento de pertencimento. “Uma orquestra que quer ser conectada com a sociedade não poderia se furtar à maior festa do mundo. Não viemos aqui ‘civilizar’ a sociedade baiana; nós viemos aprender os ritmos, trocar cultura e nos misturar. A OSBA hoje tem o molho, tem a pimenta na cabeça da batuta”, afirma o regente, que revela ainda o sonho de, futuramente, levar a orquestra para cima de um trio elétrico.
 
Manno Góes, diretor artístico do projeto, reforçou que o Baile Concerto é uma plataforma de cidadania. “O Baile possibilita um leque muito grande para brincar com a diversidade e criatividade musical. A OSBA é um dos equipamentos mais amados da Bahia, uma extensão da sociedade. Levar a orquestra ao Pelourinho, que é tão significativo para nosso retrato de cidade, é uma junção linda”, pontuou.
A fusão de estilos foi o ponto alto da noite. O cantor Edcity, que trouxe o pagodão para o universo sinfônico, ressaltou a importância da ocupação de espaços pela música periférica. “A Bahia é plural e tudo se conecta. Estar aqui realizando esse sonho mostra que o pagodão também tem qualidade e pode estar em vários palcos, inclusive com uma orquestra sinfônica. O pagodão também é concerto”, celebrou o artista.
A cantora Larissa Luz reforçou o impacto visual e sonoro da parceria: “É uma mistura de mundos, do erudito com o afro e a percussão. Achei poético, denso e dramático. É prazeroso ver essa fusão acontecer”, definiu a artista. Para Robson Morais, que também se apresentou com a Banda Mel no Baile Concerto de 2025, a experiência é um deleite acústico: “A sonoridade é outra, o som chega aos ouvidos mais completo. Cantar com a OSBA é cantar um pouquinho para a gente mesmo”.
Já o sambista Nelson Rufino também compartilhou a emoção de realizar um desejo antigo. “Não é fácil sair do cavaco, tantan e pandeiro para enfrentar uma mega operação com 60 músicos. Mas estou realizando um sonho de menino. O que aconteceu hoje é a pedra fundamental de um sonho. É uma felicidade imensa ter por trás um violino, um violoncelo e o som dos metais com arranjos tão lindos”, revelou o sambista.
O evento contou ainda com uma participação especial de Rodrigo Teaser, dono de um dos tributos mais famosos de Michael Jackson, em uma homenagem aos 30 anos da gravação do clipe de “They don’t care about us”, no mesmo Largo do Pelourinho, local onde ocorreu a apresentação da OSBA.
QUALIDADE – O secretário de cultura, Bruno Monteiro, destacou o papel da OSBA na quebra de paradigmas e na democratização da música clássica. “A OSBA se destaca por popularizar a música orquestral no Estado da Bahia, especialmente por romper barreiras colocadas muitas vezes pelo preconceito ou pela falta de criatividade. E hoje, com esse clima de carnaval, nesse território sagrado da identidade cultural da Bahia, que é o Pelourinho, esses encontros ganham outro sentido. É tudo aquilo que a gente acredita: arte, diversidade humana e qualidade produtiva”, pontuou.
Bruno Monteiro reforçou ainda o impacto social da cultura no Centro Histórico, ressaltando que o fortalecimento do Pelourinho passa essencialmente pela arte. “Este carnaval, que encerramos com 600 mil pessoas aqui no Pelourinho e praticamente nenhum registro de violência, demonstra que este território vive a partir da arte. A OSBA aqui representa o investimento na diversificação artística e revela o compromisso do Governo da Bahia com a dinamização deste espaço”, afirmou o secretário.
 
A celebração não para no Pelourinho com uma programação intensa no projeto Estica Verão, com shows em largos da região. Já a OSBA realiza uma segunda apresentação do “Baile Concerto – A Saideira” na noite deste domingo (22), às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Além do elenco principal, o show de encerramento contará com a participação exclusiva de Zeca Veloso, levando o clima do Centro Histórico para um dos palcos mais icônicos da capital baiana. Os últimos ingressos estão à venda na Sympla e na bilheteria da Concha Acústica do TCA.
 
Sobre a OSBA | Criada em 30 de setembro de 1982, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) é um corpo artístico do Teatro Castro Alves que teve seu processo de publicização consolidado em abril de 2017. Desde então, a Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), entidade sem fins lucrativos qualificada como Organização Social (OS), realiza a gestão da OSBA, que permanece como corpo artístico público, sendo mantida com recursos diretos do Governo da Bahia, através de sua Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Foto: Caio Diniz/Divulgação




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