20 de maio de 2026
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Camaçari recebe projeto que celebra 203 anos da Independência do Brasil na Bahia

Camaçari recebe projeto que celebra 203 anos da Independência do Brasil na Bahia

A memória que constrói identidade ganhou voz e movimento na manhã desta quarta-feira (20) no foyer do Teatro Cidade do Saber (TCS), durante a realização do projeto promovido pela Fundação Pedro Calmon, com apoio da Prefeitura de Camaçari e do Governo do Estado, em celebração aos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia. Reunindo cerca de 400 estudantes da rede pública municipal e da Casa da Criança e do Adolescente, a Rota da Independência transformou o espaço em um ambiente ainda mais cultural e educativo, de ampla conexão e pertencimento histórico.

Camaçari integra o grupo de 24 municípios baianos contemplados pela ação, que busca fortalecer o reconhecimento da luta do povo baiano no processo de independência do país, especialmente por meio da valorização do 2 de Julho como marco histórico e símbolo de resistência popular.

“Trazer essa experiência para os estudantes, principalmente aqui na Cidade do Saber, que é um equipamento que respira identidade e resistência, é realmente investir em consciência histórica e cidadania”, pontuou a secretária da Cultura de Camaçari, Elci Freitas.

A programação promoveu aula pública e apresentações culturais, trouxe a biblioteca móvel (Bibex), espaços tecnológicos com games educativos e experiências de realidade virtual. A atividade também teve a participação da Charanga Tropicana e do grupo Afro Raízes Ancestrais. As reflexões sobre memória, ancestralidade e formação cidadã foram conduzidas pelo professor e historiador Diego Copque e pela professora Amanda Sandes.

“Quando a juventude compreende a dimensão da luta do povo baiano pela independência, ela passa também a entender seu papel na continuidade dessa história. Afinal, a gente só pode falar e defender sobre o que a gente conhece”, endossou Diego Copque.

A educadora Amanda Sandes reforçou o impacto pedagógico da Rota da Independência ao unir conhecimento e experiência prática. “A educação ganha ainda mais potência quando o estudante consegue sentir, vivenciar e se reconhecer dentro da própria história”, disse.

A estudante Noemi Possidônio, 10 anos, da Escola Municipal Professora Maria José de Mattos da Conceição, ama estudar história e interagir com tecnologia. Para ela, a experiência ficará guardada na memória. “Não vou esquecer esse dia. Eu gostei bastante da parte dos games, pude mexer naquele óculos bacana. Foi incrível”, compartilhou.

Os óculos de realidade virtual, citados pela pequena Noemi, permitiram aos estudantes vivenciarem parte da história em “Metaverso no 2 de Julho – A Batalha de Pirajá”. O jogo de realidade virtual é desenvolvido pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e leva o jogador para vivenciar o conflito mais importante da Independência da Bahia. “Trouxemos por meio da tecnologia, conhecimento e diversão no contexto da batalha que aconteceu na nossa história. Isso permite aos estudantes saírem mais motivados e se interessando um pouco mais pela história da nossa cultura”, explicou o tecnólogo em jogos Matheus Farias dos Santos.

Ao ampliar o acesso à educação patrimonial, a Rota da Independência também conecta os jovens aos personagens históricos do 2 de Julho, como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, evidenciando a participação popular de negros, indígenas, mulheres, sertanejos e vaqueiros na consolidação da independência do Brasil. A passagem do projeto por Camaçari reafirma a importância do município no fortalecimento de políticas culturais, educativas e de preservação da memória.

Foto: Juliano Sarraf/PMC




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