Diante da tramitação em regime de urgência do novo pedido de autorização para subsidiar em R$80 milhões o transporte coletivo de Salvador, enviado à Câmara na terça-feira (9), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), vice-presidente da CCJ, pediu vistas ao projeto, na sessão conjunta das comissões temáticas da Casa, na manhã desta quarta-feira (10). Além de ganhar tempo para aprofundar o debate sobre a proposta, ela sugeriu a realização de “pelo menos uma audiência pública para discutir o projeto com a sociedade, porque o prefeito já está ameaçando pela imprensa que se o subsídio não for aprovado ele passará a tarifa de R$5,90 para R$6,40, o que é um absurdo”.
A proposta de Aladilce foi acatada, com a inclusão não só de gestores municipais e da Agência Reguladora (Arsal), mas também estaduais, para discussão do sistema de transporte, considerando que o metrô, modal mantido pelo Estado, também compõe a mobilidade de Salvador. A previsão é que o debate ocorra na próxima segunda-feira (15) e que o PL seja votado na sessão de quarta-feira (17), junto com outras proposições do Executivo.
Sem contrapartida
De acordo com a mensagem do Executivo, o valor será distribuído da seguinte forma: R$75 milhões para o sistema convencional de ônibus e R$5 milhões para o subsistema de transporte especial complementar.
“Outra coisa que observamos é que esse subsídio não tem contrapartida, é só o aumento de tarifa. E o transporte continua ruim nessa cidade, precário, os ônibus não passam na hora, as pessoas pagando duas passagens, perdendo tempo de integração, ônibus quebrando, ônibus pegando fogo. Onde é que vai parar? Vai ficar dando subsídio eternamente?”, questionou a vereadora na reunião.
E acrescentou, ainda em tom de questionamento: “Como vamos dizer para o povo desta cidade, que é quem vai pagar essa conta, que a prefeitura não tem dinheiro para colocar medicamentos nos postos, as fardas das crianças matriculadas na rede escolar, mas tem para dar subsídio às empresas de ônibus?”.
Foto: Lika Estrêla/Divulgação







