4 de abril de 2020
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Laudo diz que Centro de Convenções desabou por descuido e falta de manutenção

Laudo diz que Centro de Convenções desabou por descuido e falta de manutenção

O laudo pericial sobre o desabamento do Centro de Convenções da Bahia, ocorrido em setembro do ano passado, aponta falta de manutenção nas estruturas de aço como a causa. O documento, datado do dia 17 de maio de 2017, foi solicitado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) ao Departamento de Polícia Técnica (DPT).

O desabamento ocorreu em 23 de setembro do ano passado, quando parte da fachada desabou, deixando três policiais que estavam no local com ferimentos leves. O laudo conclui que a “falta de manutenção adequada da estrutura proporcionou efeitos irreversíveis na oxidação do aço, o que causou o rompimento da estrutura no local do acidente”.

Ainda coforme os peritos, as estruturas que romperam foram dois tirantes (estrutura de aço) que, de acordo com o documento, tinham espessura menor do que prevista no projeto original.

Devido à estrutura em estado de corrosão avançado, o laudo indica “a interdição do imóvel até que seja feita a análise total da estrutura com objetivo de avaliar a necessidade de sua recuperação ou demolição”.

Os peritos criminais Roberto Muiños Ventin, Cláudio Fernando Silva Macedo e Paulo Geraldo Mendes Botelho, que assinaram o documento, constataram que a ação do salitre combinada com a falta de manutenção adequada ao centro resultaram no desmoronamento.

Governo – A Secretaria de Comunicação estadual emitiu uma nota pública, no início da noite desta quinta, argumentando que “sob a orientação de técnicos e especialistas, o governo do estado realizou uma série de intervenções no Centro de Convenções da Bahia para garantir a manutenção do equipamento ao longo dos últimos anos”.

A nota informa que “de 2002 a 2016, foram R$ 29,2 milhões investidos em intervenções físicas”. Ainda de acordo com o comunicado, “o incidente aconteceu durante a realização de mais um serviço de manutenção, que teve como objetivo reforçar os tirantes”.

O órgão acrescenta que “o trabalho realizado por uma empresa contratada pelo governo do estado obedeceu a uma escala de prioridades definida por laudo técnico”.




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