4 de agosto de 2020
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Embaixador brasileiro na FAO deixa órgão por denúncias de assédio

Embaixador brasileiro na FAO deixa órgão por denúncias de assédio

O diplomata João Carlos de Souza Gomes chefiava desde 2015, a Delegação Permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Indicado por Michel Temer em outubro de 2016, Gomes foi obrigado a abandonar o cargo por denúncias de assédio sexual a diplomatas subordinadas a ele na sede da organização em Roma.

De acordo com a revista IstoÉ, que revelou o escândalo, Gomes foi denunciado por servidoras da FAO. O caso chegou até o gabinete do chanceler Aloysio Nunes, que determinou o retorno imediato do embaixador ao Brasil e instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a denúncia. Embora possa ser expulso do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos deve ser submetido a aposentadoria compulsória, procedimento corriqueiro a funcionários que comentem delitos no Itamaraty.

As identidades das vítimas não foram reveladas e o caso é apurado pela Corregedoria do Itamaraty. Enquanto isso, o embaixador segue no Rio de Janeiro. Segundo a revista, ele não teve nenhum corte de salário e, mesmo não estado em serviço no exterior, mantém o recebimento de diárias.

“Como ele foi chamado a serviço, não perde nada. É como se ele tivesse sido convocado para uma nova missão. Porém, temporária”, afirmou uma fonte do Itamaraty citada pela publicação.

Gomes já foi embaixador na Venezuela e no Uruguai. Também já atuou na representação brasileira junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Itamaraty afastou o diplomata, mas ainda não se manifestou publicamente sobre a questão.




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