29 de fevereiro de 2020
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TJD julga confusão do último BA-VI nesta terça-feira

TJD julga confusão do último BA-VI nesta terça-feira

Esta terça-feira (27), é dia de decisão, mas não há nenhuma possibilidade de vermos golaços, grandes defesas ou troféus sendo erguidos. Nove dias depois de um Ba-Vi que certamente entrou para história dos dois clubes, nesta terça, a partir das 18h, os incidentes do clássico serão julgados pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia (TJD-BA).

Ao todo serão 15 réus, sendo 12 jogadores, o treinador do Leão Vagner Mancini, Mário Silva, supervisor de futebol do Vitória, e o próprio Rubro-Negro (confira a lista completa abaixo).

Apesar de toda briga que aconteceu no clássico, André Lima, Ramon, Bruno Bispo, Mancini e Mário Silva foram denunciados por outro motivo. Os cinco serão julgados pelo artigo 258 do CBJD, ou seja, por “ter ferido a ética disciplinar”. A pena prevista pode chegar a seis jogos de suspensão.

Hermes Hilarião, procurador responsável pela denúncia, entende que os citados foram responsáveis pelo término proposital da partida. O clássico do Barradão foi encerrado aos 34 minutos do segundo tempo, por insuficiência de jogadores do Leão, após a expulsão de Bruno Bispo.

Além dos cinco, o encerramento precoce da partida pode afetar o próprio Vitória, que será julgado pelo artigo 205 do CBJD. A denúncia foi feita porque o procurador entende que a desistência da equipe prejudica outros times que disputam o Campeonato Baiano, uma vez que a tabela de classificação passa a ser afetada, por exemplo, no quesito saldo de gols.

Caso os auditores concordem com a denúncia, o Rubro-Negro pode ser excluído e rebaixado do Campeonato Baiano, além de precisar pagar uma multa de até R$ 100 mil.

Outros seis réus serão julgados por agressão, com pena que vai de quatro a 12 partidas de suspensão. São eles: Rodrigo Becão e Edson, do Bahia, e Rhayner, Denílson, Yago e Kanu, do Leão. O último vai responder ainda por ter ameaçado um rival, que tem punição prevista em multa de até R$ 100 mil.

Fernando Miguel, do Vitória, e Lucas Fonseca, do Bahia, serão julgados por ato hostil e podem pegar até três partidas de gancho. Por fim, o meia tricolor Vinicius, pivô da situação que originou a confusão no Ba-Vi, foi denunciado por ter comemorado com gestos obscenos e pode ser punido com dois a seis jogos de suspensão.

Julgamento – Inicialmente, o julgamento aconteceria diante de cinco auditores, mas Marcos Bomfim alegou impedimento e não vai estar presente. Ele já advogou para o zagueiro Lucas Fonseca, do Bahia, e, por isso, não vai participar do julgamento.

Dessa forma, quatro auditores participam da votação. Em caso de empate, o infrator será beneficiado. Sendo assim, será preciso ao menos três votos a favor da denuncia feita por Hermes Hilarião para que a sentença seja cumprida. Por outro lado, com apenas dois votos, o infrator será inocentado.

Jaime Barreiros Neto será presidente do julgamento. Maurício Saporito ocupará o cargo de relator, e os demais auditores são Silvio Quadros Mercês e Marcos Melo. Os auditores são nomeados pelo próprio tribunal.

Além dos incidentes do Ba-Vi, também serão julgadas expulsões em outros quatro jogos do Campeonato Baiano.

Próximos passos – As decisões tomadas no julgamento desta terça ainda não são definitivas. Todos os condenados, sejam atletas ou não, poderão recorrer à segunda instância do TJD-BA. Caso isso aconteça, o julgamento passa para o Pleno do Tribunal, onde nove auditores passam a participar da votação.

Mesmo que a decisão seja mantida pelo Pleno, há ainda a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Enquanto houver recurso, os atletas julgados poderão seguir defendendo suas equipes, graças ao efeito suspensivo que é gerado automaticamente.

Importante lembrar também que as punições definidas serão cumpridas apenas no Campeonato Baiano. Dessa forma, os atletas punidos estão aptos a entrar em campo por outras competições, como a Copa do Brasil e o Brasileirão.

Manfredo Lessa, assessor jurídico da Federação Baiana de Futebol (FBF), explicou que, caso não haja tempo para cumprir os jogos na competição estadual, as punições podem ser revertidas.

“A punição é válida apenas para competições da Federação Baiana. Se o jogador não puder cumprir os jogos previstos na sentença, a punição pode então ser revertida em outra modalidade”, explicou Lessa.

Denúncias que serão julgadas nesta terça:

BAHIA
Vinicius – Gesto obsceno – suspensão de 2 a 6 jogos
Lucas Fonseca – Ato hostil – suspensão de 1 a 3 jogos
Edson – Agressão – suspensão de 4 a 12 jogos
Rodrigo Becão – Agressão – suspensão de 4 a 12 jogos

VITÓRIA
Rhayner – Agressão – suspensão de 4 a 12 jogos
Denílson – Agressão – suspensão de 4 a 12 jogos
Yago – Agressão – suspensão de 4 a 12 jogos
Kanu – Agressão – suspensão de 4 a 12 jogos
Fernando Miguel – Ato hostil – suspensão de 1 a 3 jogos
André Lima – Suspender partida – suspensão de 1 a 6 jogos
Ramon – Suspender partida – suspensão de 1 a 6 jogos
Bruno Bispo – Suspender partida – suspensão de 1 a 6 jogos
Vagner Mancini – Suspender partida – suspensão de 1 a 6 jogos
Mário Silva – Suspender partida – suspensão de 1 a 6 jogos
E.C. Vitória – Suspender partida – Exclusão e rebaixamento




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