17 de novembro de 2018
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Centro de Zoonoses intensifica ações de combate ao Aedes aegypti em Salvador

Centro de Zoonoses intensifica ações de combate ao Aedes aegypti em Salvador

O aumento da temperatura e os dias intercalados de sol e chuva, já no período da Primavera, podem ser algo bem preocupante quando o assunto é a proliferação dos focos do Aedes aegypti. O clima quente e úmido é ideal para reprodução do mosquito, que pode provocar a dengue, chikungunya e zika. Diante disso, a Prefeitura de Salvador, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), pretende intensificar as ações no final deste mês. As visitas do “Plano Verão” se estendem durante toda a alta estação e só terminam no Carnaval.

A gerente das arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Isolina Miguez, explica o porquê de redobrar os cuidados nesse período. “Tudo que os mosquitos precisam é de água e temperatura alta. Sempre tem chuva na Primavera, e com a ‘quentura’ do Verão, eles se multiplicam”, afirma.

Ela salienta que a Prefeitura faz um trabalho rigoroso o ano todo, com 1,7 mil agentes em visita a domicílios e comércios espalhados por toda a cidade. No entanto, de outubro a março, esse fluxo de atividades aumenta. Entre as medidas mais importantes está a realização do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), que está em andamento e deve ficar pronto no final deste mês.

O LIRAa vai pontuar as áreas da cidade com maior índice de infestação. Munida com tais informações, a Prefeitura dará início ao “Plano Verão”, que realiza os tradicionais “faxinaços” para eliminar focos e criadouros dos vetores.

“A gente quer que a população receba o agente de endemia. Eles dão orientações, fazem inspeções, desprezam o que precisa ser jogado fora e cuidam do que precisa tratar, a cada dois meses. Nesse intervalo de tempo, é preciso que cada um cuide de sua casa”, frisa. Medidas importantes como ter o hábito de observar possíveis pontos de acúmulo de água, como pneus, copos plásticos e garrafas, contribuem para a redução dos índices de infestação.

Dados – De janeiro a julho deste ano, foram notificados 6.515 casos suspeitos de dengue, 2.717 de chikungunya e 818 casos suspeitos de zika na Bahia. Em Salvador, 1.097 casos de dengue foram notificados. Em relação à chikungunya, o registro foi de 55 notificações, enquanto o número de pacientes com suspeita de zika vírus chegou a 51.

O mais recente LIRAa, divulgado em agosto último, revelou que a capital baiana segue em alerta para uma possível epidemia das arboviroses. Além disso, apontou que o Índice de Infestação Predial (IIP) no município é de 2,6%. Isso significa que, a cada 100 imóveis visitados, três apresentaram focos de Aedes. No levantamento anterior, realizado em abril deste ano, o indicador era de 2,7%.

Foto: Jefferson Peixoto/Secom-PMS




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