17 de novembro de 2018
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Mônica Bahia: “Manifestações #PTnão mostram que o Nordeste não é curral do PT”

Mônica Bahia: “Manifestações #PTnão mostram que o Nordeste não é curral do PT”

Por Davi Lemos (dvlemos@gmail.com)

Presente à manifestação #PTnão realizada neste domingo (21) no Farol da Barra, em Salvador, a médica Mônica Bahia (PSDB), que foi candidata a vice-governadora na chapa de Zé Ronaldo (DEM), disse que as manifestações que ocorreram no dia de hoje por todo o País – e principalmente nas capitais nordestinas – “mostram que o Nordeste não é um curral eleitoral do PT. E eu acredito que o brasileiro vai mostrar o que ele quer”.

Também em Salvador, ativista do Movimento Brasil Livre (MBL) e deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM/SP) disse que espera, nesta última semana até as eleições do domingo (28), ainda “mais baixarias” do lado da candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PSL), líder de todas as pesquisas. “Podem pegar ainda mais baixo, tanto o PT quanto jornalistas militantes que tentam plantar esse tipo de notícias falsas”, disse o democrata, referindo-se à matéria publicada pela Folha de São Paulo segundo a qual empresários, por meio de caixa 2, beneficiavam Bolsonaro com propaganda pelo WhatsApp.

“De qualquer maneira, a convicção da população está muito firme, não só para votar em Bolsonaro, mas pare pedir votos também”, afirmou Kataguiri.

Sobre a passagem pela Bahia, ele disse estar muito feliz com o resultado. “Nas manifestações que organizamos, houve mais gente do que esperávamos. Bolsonaro tem que ganhar, mas com uma boa margem também no Nordeste. Isso será muito positivo”, disse o líder nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). O deputado estadual eleito Arthur do Val (DEM/SP), o “Mamãe Falei”, disse que “mentiras que falavam de caixa 2 e de que ele (Bolsonaro) é violento não pegaram. Nessa semana, acredito num crescimento mais exponencial ainda do lado que fala a verdade, do lado que é contrário ao PT”, disse Arthur do Val.

O deputado federal Irmão Lázaro (PSC) disse que esteve na casa de Jair Bolsonaro nesta semana, mas que não esteve lá para negociar cargos, mas para manifestar o apoio que ele, ainda antes do primeiro turno, já manifestava. Após as falar de políticos e ex-políticos como Manoel Castro, Claudio Silva, de serem registradas as presenças do ex-senador ACM Junior, os integrantes do ato contra o PT caminharam entre o Farol e o Cristo da Barra.

O organizador do ato e coordenador do MBL na Bahia, Ricardo Almeida, disse que ficou satisfeito com o número de pessoas. “Nós tivemos dez dias para realizar esse ato, embora tenhamos só pouco mais de uma semana para organizar tudo. E tivemos um público muito próximo daquele que tínhamos quando organizávamos, com até dois meses de antecedência, as manifestações pelo impeachment de Dilma”, comparou. A chuva caiu fina durante quase todo o tempo em que se realizou o ato na Barra.

Dos candidatos eleitos pelo PSL na Bahia para deputado estadual e federal, apenas o Capital Alden esteve presente ao ato.

Negros, brancos, gays, héteros – A manifestação contra o PT e a favor de Bolsonaro teve integrantes de várias classes sociais e etnias. O grito que os unia, entretanto, era único: “eu vim de graça”, numa referência a movimentos de oposição ao candidato do PSL que utiliza militância paga.

“Aqui não tem divisão entre negro e branco, gay e hétero. Aqui todo mundo quer um Brasil melhor”, disse o estudante Émerson Veira, 19 anos. “Sou negro, moro em Rio Sena, mas ninguém é dono de meu voto”, ressaltou o estudante.

O também estudante Ivan Lucas Mendes, 26 anos, disse que gostou da manifestação. “Só a chuva é que atrapalhou. E faltou o Eduardo Bolsonaro que é um gato”, lamentou ele, que disse ter se contentado com a presença de Arthur do Val, que ele disse ser também “um gato”. “Dizem que eles são homofóbicos, mas é mentira. Inventam isso para nos dividir”, considerou Mendes.

Teve espaço também durante o ato para aqueles que não gostam muito do sistema republicano e desejam de volta a monarquia. “O brasileiro aprendeu na escola que a monorquia era corrupta; mas os escândalos sucessivos de corrupção começaram com a queda da Família Real. O Brasil era muito respeitado no período de Dom Pedro II, por exemplo. E eu só aprendi isso porque estudei por conta própria”, contou o comerciante Henrique Vieira, 42 anos.




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