21 de março de 2019
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Cantão pede desculpas a Damares Alves por comportamento inadequado de vendedor

Cantão pede desculpas a Damares Alves por comportamento inadequado de vendedor

Após o vendedor Thiego Amorim, 34, entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Damares Alves, alegando que houve constrangimento, vias de fato e ameaça em uma confusão entre os dois em uma loja da grife Cantão em um shopping de Brasília, a empresa pediu desculpas à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. A loja diz que a ministra não foi atendida corretamente e sustenta que não houve agressão por parte de Damares.

“Gostaríamos de pedir desculpas pelo atendimento inadequado de um de nossos funcionários da loja localizada no Brasília Shopping no último dia 02.01.2019, reconhecemos que não houve por parte de V.Sa. qualquer tipo de agressão no interior da loja”, diz a nota da loja, que é uma franquia da marca de roupas Cantão.

“Reforçamos aqui nossa constante preocupação em oferecer um atendimento respeitosos que preza pela gentileza, simpatia e educação com todos os nossos clientes. Esclarecemos ainda que o ocorrido está sendo usado como uma oportunidade para reiterar, ainda mais, nossos valores com todos os funcionários e garantir que situações como essa não voltem a acontecer.”

Na semana passada, o vendedor questionou por que Damares estava vestindo uma camisa azul, e a ministra respondeu que estava sendo constrangida. Ele afirmou ao jornal O Globo, na última sexta-feira, que a ministra teria dito em seguida que vai “acabar com a ideologia de gênero nas escolas brasileiras”.

“Eu falei “vem cá, que história é essa de menino ter que usar azul e menina ter que usar rosa?”. Aí ela se aproxima de mim, põe a mão em cima do meu pescoço, sabe? Como se fosse um ato de “escuta aqui”. E disse “eu vou acabar com a ideologia de gênero nas escolas brasileiras””, relatou.

A dona da franquia em Brasília, Carolina Puga, disse que analisou os fatos e o vídeo da câmera de segurança, em conjunto com o departamento jurídico da loja, e não constatou agressão. Depois, teve uma conversa com o vendedor, em que esclareceu que a loja é “apartidária” e “preza pelo respeito acima de tudo”.




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