9 de dezembro de 2019
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“Detoxificação” é chave para atenuar os sintomas do autismo, diz especialista

“Detoxificação” é chave para atenuar os sintomas do autismo, diz especialista

É muito comum ouvirmos hoje em dia a palavra “detox”, que vem da ação de desintoxicar ou detoxificar. Ou seja, se livrar das toxinas presentes no nosso corpo. Apesar de esse termo ter se tornado extremamente comercial, a detoxificação correta do organismo contribui para atenuar os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Isso porque as toxidades alimentares e ambientais são responsáveis pelos polimorfismos ou mutações genéticas presentes no Transtorno.

De acordo com o dr. Marcelo Bonanza, diretor médico da Jovial Clínica e credenciado internacionalmente no tratamento do autismo, além das alterações psicológicas, comportamentais, sensoriais e psicomotoras, já se sabe que o TEA apresenta também outros sintomas aos quais poucas pessoas prestam atenção. “Insônia, diarreia constante, obstipação, gases, ressecamento intestinal, dores na barriga e seletividade alimentar são alguns dos sintomas presentes em boa parte dos pacientes diagnosticados com o Transtorno. Isso indica que o paciente possui um desequilíbrio na microbiota intestinal, o que chamamos de disbiose. Tratar a disbiose é um dos pilares da detoxificação, até porque o intestino é a maior glândula endócrina que possuímos, sendo essencial para a produção de diversos hormônios como acetilcolina e serotonina”, explica o médico.

Sendo assim, como detoxificar um paciente e minimizar os sintomas do autismo? Para Bonanza, é preciso primeiro “compreender que esses poliformismos genéticos, que são identificados a nível uterino, são causados por fatores ambientais, nutricionais, genéticos e congênitos. Ou seja, para chegar à remissão do TEA, precisamos promover uma intervenção reorganizacional de repolarização celular, liberar as toxinas dos metais pesados, combater a disbiose, exterminar patógenos com a terapia com ozonioterapia, além de recompor o campo biológico, com as suplementações de probióticos, vitaminas, minerais e aminoácidos”, conta. Segundo o médico, existem ainda técnicas modernas como a terapia B.E.N.E Reac que atua de forma a restaurar a epigenética do paciente.

“Independe do tratamento indicado, o mais importante é enxergar o paciente de forma integral, avaliando todas as possíveis variáveis e alterações que contribuem para o Transtorno, que é multifatorial. A saúde é integral, todo o nosso corpo é integrado, sendo assim, tudo está relacionado. Uma alteração química ou a nível molecular pode desencadear, por exemplo, um problema psicológico e assim por diante. Por conta disso, eu sempre recomendo que pessoas que possuem um filho (a) ou familiar autista procure um profissional de saúde habilitado em abordagens integrativas que possam auxiliar, investigar as causas e se possível, promover remissão nos sintomas”, finaliza.




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