23 de maio de 2019
  • :
  • :

Missa do Lava-Pés é celebrada na Catedral Basílica de Salvador

Missa do Lava-Pés é celebrada na Catedral Basílica de Salvador

A missa do Lava-Pés, tradição do catolicismo que simboliza o exemplo de humildade deixado por Jesus Cristo, foi realizada na noite de quinta-feira (18), em Salvador. A quinta-feira da Semana Santa foi o dia da última ceia, quando Jesus lavou os pés dos discípulos.

Na capital baiana, a celebração voltou a acontecer na Catedral Basílica, no Pelourinho, cerca de três anos depois do templo religioso, símbolo da arte sacra e da arquitetura religiosa no Brasil, ser ser fechado para restauração. Enquanto a igreja passava por obras, a tradicional missa dos Lava-Pés, celebrada pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieguer, ocorria na igreja de São Pedro dos Clérigos, também no Pelourinho.

A catedral, uma das mais importantes construções sacras do Brasil Colonial, ficou lotada de fiéis durante a missa.

Como manda a tradição, 12 pessoas foram escolhidas para terem os pés lavados e secados por Dom Murilo, com ajuda dos ministros da irmandade. Cada ano, existe um critério diferente na escolha das pessoas que têm os pés lavados.

Desta vez, todos os escolhidos fazem parte da irmandade católica. Entretanto, este ano a missa contou com uma novidade: uma pessoa que assistia à celebração foi convidada para ter os pés lavados, devido a falta de uma das pessoas da irmandade.

A escolhida foi a aposentada Lindaura Bacelar, moradora da cidade de Serrinha, que viajou cerca de 180 km para acompanhar a missa e agradecer pela cura de um câncer.

Catedral – A Catedral Basílica de Salvador é considerada uma das igrejas mais importantes da Bahia. Monumento do século XVII, foi o quarto templo construído pelos jesuítas na capital baiana, entre 1652 e 1672, e é o último remanescente do conjunto arquitetônico do Colégio de Jesus.

Com projeto arquitetônico do irmão Francisco Dias, possui 13 altares, sendo os dois primeiros construídos em estilo renascentista maneirista. A fachada é toda em pedras de lioz, importadas de Portugal, e os nichos sob as portas representam Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja.

Com a saída dos jesuítas do país, a igreja foi abandonada e chegou a ser utilizada como hospital militar e como a primeira Escola de Medicina do Brasil, instalada ali em 1833. Em 1938, a igreja foi tombada individualmente pelo Iphan, com proteção que inclui também todo o seu acervo.

Foto: Divulgação/Arquidiocese de Salvador




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *