18 de junho de 2019
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Polícia indicia ex-presidente do Flamengo e mais sete por mortes de atletas no Ninho do Urubu

Polícia indicia ex-presidente do Flamengo e mais sete por mortes de atletas no Ninho do Urubu

A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar – o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e outras sete pessoas pelas mortes de 10 atletas no incêndio no Centro de Treinamento do clube, em fevereiro deste ano.

A tragédia aconteceu em um alojamento improvisado com contêineres em uma área do Ninho do Urubu, como o CT é conhecido, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio.

Muitos dos garotos não conseguiram fugir das chamas. Três jovens foram resgatados com ferimentos, e 13 escaparam ilesos.

O inquérito, assinado pelo delegado Márcio Petra, da 42ª DP (Recreio), também pede o indiciamento por dolo eventual de engenheiros do Flamengo e da empresa NHJ, responsável pelos contêineres, além de um técnico de refrigeração e de um monitor do clube.

Em nota, o Flamengo informou ainda não ter sido notificado e que, por isso, não ia comentar o caso.

O ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello também disse que ainda não tinha sido notificado e, por isso, não podia se manifestar.

Foram indiciados: Danilo da Silva Duarte, engenheiro da NHJ; Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração; Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo; Fábio Hilário da Silva, engenheiro da NHJ; Luis Felipe Pondé, engenheiro do Flamengo; Marcelo Sá, engenheiro do Flamengo; Marcus Vinícius Medeiros, monitor do Flamengo; e Weslley Gimenes, engenheiro da NHJ.

Na investigação, a polícia observou as seguintes questões:

– Conhecimento de que diversos atletas da base residiam no contêiner;
Estrutura incompatível com a destinação (dormitório);
– Contêiner com diversas irregularidades estruturais e elétricas;
– Ausência de reparos dos aparelhos de ar condicionado instalados no contêiner;
– Ausência de monitor no interior do contêiner;
– Recusa de assinatura do TAC proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para que fosse regularizada a situação precária dos atletas da base do Flamengo;
– Piora das condições do alojamento dos jogadores da base, inclusive, no que se refere a segurança contra incêndio, assinalada nos autos de uma ação civil movida pelo MPRJ;
– Descumprimento da ordem de interdição do CT editada pela prefeitura por falta do alvará de funcionamento e do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros;
– Múltiplas multas impostas pelo município diante do descumprimento da ordem de interdição;
– Causa entre o cenário exposto e o incêndio.




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