15 de outubro de 2019
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PF apura R$ 7 milhões em fraudes contra o INSS na BA e SE

PF apura R$ 7 milhões em fraudes contra o INSS na BA e SE

A Polícia Federal (PF) cumpre três mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Salvador e Camaçari, região metropolitana, além de Aracaju (SE), na manhã desta quarta-feira (9). A operação é para desarticular uma quadrilha especializada em fraudes contra o INSS.

A estimativa da PF é de que as fraudes tenham gerado prejuízo de mais de R$ 7 milhões aos cofres públicos. A Polícia Federal detalhou que foi constatado pelo menos 140 benefícios fraudados. O número pode aumentar à medida que as investigações avancem.

Além da Bahia e de Sergipe, a quadrilha atuava também nos estados de Alagoas e Pernambuco. A polícia não detalhou quantas das 15 ordens judiciais são para a Bahia, mas um dos mandados de prisão preventiva já foi cumprido. Ainda de acordo com a Polícia Federal, o preso é um dos maiores fraudadores da história do INSS, que é líder do grupo criminoso.

O nome dele não foi revelado, mas a polícia disse que há registro de conduta criminosa desse suspeito desde a década 1980. Ele responde por diversos processos penais e dezenas de inquéritos policiais, todos por fraudes ao INSS.

Com base nas investigações da PF, o esquema criava vínculos de empregos falsos, inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para que fosse comprovado a qualidade de segurado, além do uso de documentos médicos falsos, para simular doenças e obter benefícios previdenciários, como auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez.

A operação foi batizada como Caduceu – símbolo das Ciências Contáveis, porque contava com a participação de um técnico em contabilidade e um servidor do INSS, além de uma pessoa responsável por falsificar laudos e relatórios médicos.

Conforme a Polícia Federal, os envolvidos responderão por vários crimes: organização criminosa, estelionato previdenciário, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsificação de documento público. A PF disse ainda que as penas somadas podem chegar a mais de 30 anos de prisão.




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