31 de maio de 2020
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Relíquia do padroeiro de Salvador está exposta para veneração pública na Catedral

Relíquia do padroeiro de Salvador está exposta para veneração pública na Catedral

Para suplicar pelo fim da pandemia ocasionada pelo coronavírus (COVID – 19), a relíquia de São Francisco Xavier – pedaço do osso do santo -, padroeiro de Salvador, ficará exposta, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, na porta principal da Catedral Metropolitana Transfiguração do Senhor (Catedral Basílica), com o objetivo de permitir que os fiéis que estiverem passando pelo Terreiro de Jesus possam realizar orações, com distância mínima de dois metros, ou sem sair dos carros (sistema conhecido como “drive thru”).

De acordo com o pároco da Catedral, padre José Abel Pinheiro, a iniciativa confirma a proximidade do padroeiro da capital baiana com o Povo de Deus. “Isso representa que a intercessão de São Francisco Xavier continua ativa e vigorosa em prol da comunidade de fé não só de Salvador, mas de toda a Bahia. Continue invocando esse grande santo para que, com a sua intercessão, ele nos afaste desta peste que é o coronavírus”, afirmou.

Padroeiro de Salvador – Em artigo publicado por ocasião da Festa de São Francisco Xavier, em maio de 2019, o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Salvador, Dom Murilo Krieger, escreveu sobre o motivo que elevou o santo à padroeiro de Salvador. Confira um trecho do texto, muito oportuno para este momento:

Voltemos ao ano de 1686. A cidade de Salvador foi assolada por uma epidemia. Médicos e, particularmente, enfermeiros, haviam feito tudo o que estava a seu alcance para socorrer os enfermos, que eram de todas as classes sociais. O número de mortos crescia. Nessa hora, foi invocado São Francisco Xavier, certamente por influência dos Jesuítas, pois também esse santo era jesuíta e morrera de peste ao tentar entrar na China, para evangelizar. Em carta de 10 de maio de 1686 ao reitor do Colégio da Companhia de Jesus de Salvador, a Câmara do Senado manifestou o desejo de alcançar a misericórdia divina e obter a cura da população e, para isso, pedia a proteção desse Apóstolo do Oriente e, em troca da graça solicitada, assumia o compromisso de tomar São Francisco como protetor da cidade e, anualmente, organizar uma grande festa neste dia, “a custa deste Conselho”.

Em 3 de março de 1687, o Senhor Rei de Portugal, Dom Pedro II, aprovou o voto feito pela cidade de Salvador “de tomar por seu Padroeiro o Apóstolo do Oriente S. Francisco Xavier”. Faltava, então, a aprovação pontifícia, que veio em 13 de março de 1688: “Conhecida a causa da eleição de São Francisco Xavier da Companhia de Jesus como Patrono Principal da Cidade da Bahia, da Diocese de São Salvador, no Domínio de Portugal no Brasil, feita a eleição pelo Senado e pelos Oficiais da Câmara e Cidadãos da mesma cidade, a Sagrada Congregação dos Ritos […] aprovou a mencionada eleição […] e sobre o mencionado Santo assim eleito determinou todas as prerrogativas que competem aos Santos Patronos Principais”.

Em 1760 os Jesuítas deixaram o Brasil, expulsos pelo Marquês de Pombal. As autoridades portuguesas, a partir daí, procuraram exterminar qualquer lembrança ligada à Companhia de Jesus. A devoção a São Francisco Xavier só voltou a ter um novo impulso na metade do século dezenove, quando a cidade enfrentou uma nova epidemia (“cólera morbus”) e tornou a invocá-lo.

Texto: Pascom/Arquidiocese de Salvador
Foto: Divulgação




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