24 de junho de 2021
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Salvador ganha posto de recarga de veículos elétricos no Ferreira Costa

Salvador ganha posto de recarga de veículos elétricos no Ferreira Costa

A tendência é mundial e começa aos poucos a mostrar sua força no Brasil. O mercado de veículos eletrificados teve o melhor quadrimestre da série histórica iniciada em 2012, pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Nesses primeiros quatro meses do ano, 7.290 veículos novos foram emplacados no país, alta de 29,4% sobre o mesmo período de 2020 (5.633 unidades) e cerca de 1,6% de participação no mercado interno.

A previsão da associação é que o segmento ultrapasse a marca de 28 mil unidades em 2021, quase 42% do registrado em 2020 (19.745 emplacamentos), quando já tinha sido o melhor ano da eletromobilidade no Brasil.

Os veículos eletrificados incluem automóveis e comerciais leves híbridos (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e elétricos a bateria (BEV). Não incluem ônibus, caminhões e veículos levíssimos elétricos. De janeiro de 2012 a abril de 2021, a frota elétrica em circulação no Brasil chegou a 49.559 veículos.

Outro dado interessante: do total de vendidos no acumulado deste ano, 53% foram híbridos, 41% híbridos plug-in e 6% de EV 100% a bateria.

Sustentabilidade – De acordo com a Neocharge, empresa de soluções em infraestrutura de recarga para veículos elétricos, a Bahia possui frota de 1.898 eletrificados. Desses, 143 são híbridos plug-in e mais 110 são 100% elétricos, ou seja, necessitam de recarga em tomadas apropriadas.

Recentemente, Salvador recebeu mais um ponto, com dois carregadores. Eles ficam no Home Center Ferreira Costa, para até dois carros (qualquer tipo). A tecnologia é disponibilizada em parceria com as marcas BMW, Volvo, WEG e Jaguar.

De acordo com o gerente geral da loja em Salvador, Pedro Souto, a instalação de pontos de recarga de elétrico é mais uma iniciativa de sustentabilidade adotada pela Ferreira Costa, que se preocupa com o meio ambiente e com a comodidade dos seu clientes. “Existem outras ações de sustentabilidade em suas lojas, como consumo reduzido de energia elétrica através de iluminação de alta eficiência, automatizada, natural e inteligente. Isolamento térmico das fachadas e telhados para preservar a temperatura nos ambientes; redução de 25% no consumo com sistema inteligente de irrigação, torneiras automáticas e caixas acopladas às bacias sanitárias, além da reutilização da água de condensação de ar-condicionado e o investimento em reflorestamento, com mais de 6 mil árvores plantadas”, conta.

Os pontos de recarga não estão apenas em Salvador. O home center já os instalou na Ferreira Costa em Recife (Tamarineira), Aracaju e João Pessoa. Nas lojas de Imbiribeira e Garanhuns estão em fase de implantação.

O gerente explica que a parceria com BMW, Volvo, WEG e Jaguar é que eles disponibilizam os carregadores e a Ferreira Costa cede o espaço. Os carregadores são universais e carregam qualquer tipo de veículo. Para obter carga completa, contudo, leva-se em média oito horas.

Benefícios – Embora a Bahia ainda tenha uma frota pequena de eletrificados, Souto avalia que os veículos elétricos são uma tendência mundial que está se transformando em realidade. “Países como França, Alemanha e Reino Unido já estipularam planos para substituir gradualmente a frota de carros a combustão pelos elétricos, como forma de diminuir a poluição em suas cidades”.

Para Felipe Martins, gerente de mobilidade elétrica da NeoCharge, é cada vez mais importante que as cidades estejam preparadas para os veículos elétricos, considerando que esses automóveis causam menos impactos ao meio ambiente, são mais eficientes no consumo de energia e, consequentemente, mais sustentáveis.

“Além das vantagens ecológicas, os veículos elétricos também trazem praticidade e eficiência na logística. Do ponto de vista de cadeia produtiva, faz muito mais sentido produzir energia e transportá-la em cabos de transmissão, do que perfurar o oceano, extrair um líquido, levar a uma refinaria e, depois de tratá-lo para distribuir por meio de caminhões tanques para postos de combustível”, afirma Martins.

A transformação necessária para o futuro da mobilidade elétrica depende da estruturação nas cidades, o que significa possuírem pontos de recarga em alta escala – a exemplo do que são os postos de combustíveis, hoje em dia. Para isso, é necessário investimento tanto do setor público quanto privado – este segundo em comércios, hotéis, aeroportos, entre outros. O maior benefício neste caso é que os proprietários de VEs podem ter seus próprios pontos de recarga em suas casas – o que seria similar a ter seu próprio posto de combustíveis, hoje em dia.

“Quando o assunto é veículos elétricos, podemos dizer que já estamos vivendo em uma nova era, especialmente em termos de autonomia de bateria, a relação custo e benefício e a viabilidade do sistema em diversas regiões do país”, conclui Martins.

Foto: Divulgação




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