24 de outubro de 2021
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“Pátria amada não é pátria armada”, diz arcebispo de Aparecida

“Pátria amada não é pátria armada”, diz arcebispo de Aparecida

O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, criticou o momento atual do Brasil durante seu sermão na principal missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida, na manhã desta terça-feira (12), na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.

Em seu discurso, Dom Orlando disse que o povo precisa abraçar “nossas autoridades para construir um Brasil pátria amada”, e que “para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”, completou.

Quem ouviu, percebeu que a indireta foi para o presidente Jair Bolsonaro que usa o slogan pátria amada e defende o armamento da população. “Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma República sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, pregou Dom Orlando, que não esqueceu de falar das 600 mil mortes causadas pela pandemia de Covid-19.

No sermão, o arcebispo mencionou também os indígenas e os negros. “Vou pedir que cada um de nós abrace o Brasil, abrace o nosso povo, a começar pelo povo mais original, vamos abraçar nossos índios, primeiro povo desta Terra de Santa Cruz, vamos abraçar os negros, que logo vieram fazer parte desta terra”, disse dom Orlando.




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