22 de julho de 2024
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Salvador vai ganhar um hospital materno-infantil municipal com 280 leitos

Salvador vai ganhar um hospital materno-infantil municipal com 280 leitos

A primeira capital do Brasil celebra 474 anos nesta quarta-feira (29) com uma grande notícia: a Prefeitura implantará um hospital materno-infantil onde funcionava o antigo Hospital Salvador, na Federação, que foi desapropriado para receber as novas instalações. O prefeito Bruno Reis, ao lado da vice-prefeita e secretária municipal da Saúde, Ana Paula Matos, detalhou, em entrevista coletiva, o projeto do novo equipamento, que terá 280 leitos, entre clínicos e de UTI.

A nova unidade vai ampliar e qualificar a atenção pré-natal, parto, puerpério à gestante e ao recém-nascido na capital baiana. O edifício terá 12 mil metros quadrados, nove andares e 40 vagas de estacionamento. De acordo com o prefeito, a estimativa é que a obra seja concluída em um ano.

“Adotamos a estratégia de fazer o retrofit do antigo Hospital Salvador para recuperar e implantar aqui mais do que uma maternidade. Será um hospital onde teremos leitos hospitalares e de UTI neonatal e materna, atendimento para as crianças e unidade de urgência e emergência. Serão realizados também diversos exames e cirurgias eletivas, porque a gente sabe que houve represamento desses serviços por conta da pandemia”, destacou Bruno Reis.

O chefe do Executivo municipal acrescentou que a Prefeitura desembolsou R$ 21 milhões para desapropriação da área e do prédio e detalhou a inciativa de aproveitar uma estrutura já existente. Com a obra de reconstrução e aquisição de maquinário, a estimativa é que o custo total gire em torno de R$ 130 milhões a R$ 140 milhões.

“Construir um outro hospital com certeza o valor sairia muito maior do que nós vamos ter aqui. Teremos muito mais economia. Vamos elaborar o projeto e, com fé em Deus, nos 475 anos da cidade, a gente deve entregar a primeira maternidade municipal construída pela Prefeitura de Salvador”, completou o prefeito.

A vice-prefeita e secretária municipal da Saúde Ana Paula Matos reforçou que o município já elabora os termos de referência para a implantação do novo hospital. “Eu já sei que de imediato vamos ter que trocar a rede elétrica, rede de gás, rede hidráulica dos elevadores, para garantir a segurança da maternidade. É um prédio bem estruturado que no passado já funcionou também em unidade de emergência pediátrica. Esse é um dos pontos que nos ajudou na escolha desse local”, disse a gestora.

Serviços – O novo hospital municipal a ser instalando município atenderá todo o ciclo materno infantil e contará com 120 leitos de maternidade, entre clínica obstétrica, ginecológica; cuidado intermediário neonatal convencional e canguru; UTI materna e neonatal; além de salas de centro cirúrgico, obstétrico e leitos de recuperação pós-anestésico.

A unidade de Atenção Infantil que funcionará na estrutura vai prover atendimento de urgência e emergência pediátricas, incluindo atendimentos a crianças em situação de vulnerabilidade e difícil acesso aos serviços de saúde. A ala terá 70 leitos (60 para internação geral e 10 de UTI pediátrica), além de mais 20 de Pronto Atendimento.

No local serão disponibilizados serviços de urgência e emergência nas seguintes subespecialidades: pediatria geral, cardiologia, cirurgia geral, infectologia, neurologia, nefrologia, pneumologia, otorrinolaringologia, ortopedia, clínica médica/cirúrgica, terapia intensiva pediátrica e neonatal, além de serviços de exames e diagnóstico

A unidade de atenção à mulher, por sua vez, terá 70 leitos de internação geral e intensiva e vai promover a melhoria das condições de vida e saúde das soteropolitanas, mediante ampliação do acesso aos serviços de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde.

A ala disponibilizará biópsias guiadas por imagem, cirurgias ginecológicas, da mama (mastologia), urológica e gerais, além de colonoscopia, endoscopia digestiva alta, histeroscopia, internações de clínica ginecológica, laboratório clínico, laboratório de anatomia patológica e citopatologia, mamografia com estereotaxia, mamotomia, pequenas cirurgias e ressonância magnética.

Foto: Betto Jr./Secom-PMS




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