18 de maio de 2026
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Mapa dos territórios baianos aponta força de Jerônimo e desvantagem de ACM Neto no interior

Mapa dos territórios baianos aponta força de Jerônimo e desvantagem de ACM Neto no interior

Os dados eleitorais da série histórica na Bahia e os resultados do segundo turno das eleições para governador e presidente em 2022 revelam vantagem do governador Jerônimo Rodrigues no pleito de 2026 na Bahia sobre ACM Neto, avaliou, nesta segunda-feira (18), o cientista político Cláudio André. Jerônimo venceu em 22 dos 27 Territórios de Identidade da Bahia e, novamente neste ano, conta com a força do lulismo baiano como preditor eleitoral.

Em artigo publicado hoje no jornal A Tarde, o cientista político faz uma radiografia dessa forte influência de Lula na Bahia ao mostrar como a vitória do presidente petista em todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia no pleito passado deve, mais uma vez, impulsionar a votação em Jerônimo e dificultar ainda mais as pretensões eleitorais do pré-candidato do União Brasil, ACM Neto, nas eleições deste ano.

“Nos 22 territórios em que Jerônimo Rodrigues venceu, a média de Lula foi de 75%, 14,3 pontos acima do governador, o que dá uma dimensão do problema que ACM Neto enfrenta desde a pré-campanha”, afirmou Cláudio André. As agendas de ACM Neto no interior neste início do calendário eleitoral, por exemplo, têm sido marcadas por eventos esvaziados de moradores e também de prefeitos, o que mostra o tamanho da sua fragilidade política nos Territórios, onde obteve vantagem em apenas cinco deles e perdeu para Jerônimo em sua grande maioria em 2022.

O cientista político acrescentou que enquanto o governador acerta ao intensificar sua aproximação com o interior por meio do Programa de Governo Participativo e ouve, de perto, as propostas do povo para os municípios, o ex-prefeito de Salvador erra em sua tática. Ele inicia seu programa de governo fora da Bahia em busca de modelos de gestão completamente distantes da realidade do estado, e assim, se distancia mais ainda da população do interior e enterra, novamente, suas chances nas urnas.

“Esta radiografia de Lula e Jerônimo na Bahia é o que ajuda a explicar a estratégia em torno de mais uma edição do PGP da chapa petista nos territórios. O erro central de ACM Neto, por sua vez, foi dar largada em seu programa de governo bem longe da Bahia, em Goiás e São Paulo, ou seja, uma estratégia exógena para uma disputa que se decide nos territórios”, afirmou em sua coluna semanal.

Foto: Divulgação




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