16 de junho de 2026
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Vereadores da oposição lamentam ausência da Prefeitura de Salvador no debate sobre subsídio ao transporte

Vereadores da oposição lamentam ausência da Prefeitura de Salvador no debate sobre subsídio ao transporte

Nenhum representante da gestão municipal compareceu à audiência pública da Comissão de Transporte da Câmara de Salvador, na tarde desta segunda-feira (15), por solicitação da vereadora Aladilce Souza (PCdoB). Além dela e do presidente do colegiado, Hélio Ferreira (PCdoB), os vereadores Randerson Leal (Podemos), líder da oposição, e Hamilton Assis (PSOL) também lamentaram o descaso da prefeitura com a discussão de tema tão sensível como o pedido de mais um subsídio ao transporte público, desta vez no valor de R$80 milhões, em regime de urgência.

Participaram da mesa do evento o presidente da concessionária Integra, César Nunes, e o superintendente Orlando Santos, além do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo. Segundo Aladilce, a ausência de representação da gestão foi um sinal de “desprezo com a Câmara”. E argumentou que a prefeitura precisa atualizar o sistema de transporte às mudanças ocorridas nós últimos anos, bem como à Lei do Marco do Transporte Público, sancionada pelo presidente Lula.

Compensação de dívida

“Eu acho que essa conversa com a Câmara precisava ser mais frequente”, frisou Aladilce dirigindo-se aos empresários do sistema, argumentando que os dados da planilha do transporte público precisam ser debatidos com transparência. Segundo ela, é questionável, além do valor não detalhado, a modalidade do subsídio “por compensação de dívida, o que dificulta até o rastreamento da aplicação do recurso público”.

A vereadora Aladilce defendeu também o debate em torno da Tarifa Zero, com envolvimento das três esferas de poder, e cobrou da prefeitura informações sobre onde foram empregados os R$67 milhões de subsídios autorizados no final de 2025. “Nós precisamos ter acesso aos dados para votar com responsabilidade”, defendeu ela, que apresentou voto em separado contrário à aprovação do projeto do Executivo, junto com a vereadora Marta Rodrigues (PT), na reunião conjunta das comissões, justamente por não concordar com o método empregado pela gestão, de tramitação em regime de urgência e com ameaça de novo aumento da tarifa de R$5,90 para R$6,40 caso o subsídio não seja aprovado.

Segundo os representantes da Integra, entre os dados que evidenciam a mudança do sistema está a queda do número de passageiros pagantes, por mês, de 26 milhões, em 2013, para os atuais 13,6 milhões. A estimativa de necessidade de subsídio para este ano, segundo eles, para chegar a R$1,2 bilhão do custo do sistema, seria de R$200 milhões, representando 6% do total.

Foto: Antonio Queirós/CMS




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