A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) foi direta ao cobrar das gestões de ACM Neto e Bruno Reis a conta pela falta de prioridade com a saúde pública de Salvador. Ao comparar a rede materno-infantil da capital baiana com a de Fortaleza, a parlamentar afirmou que, mantido o ritmo dos últimos 14 anos, Salvador levaria cerca de 70 anos para alcançar o número de maternidades municipais que a capital cearense já oferece às suas mulheres.
Para Aladilce, quem paga essa conta é a mãe soteropolitana, obrigada a depender do Estado e da União para dar à luz. “Quando comparamos Salvador e Fortaleza, que possuem populações semelhantes, fica evidente quem tratou a saúde pública como prioridade e quem deixou de investir na rede municipal. Fortaleza construiu uma estrutura capaz de atender sua população com hospitais e maternidades próprias, enquanto Salvador segue dependendo majoritariamente do Governo do Estado e da rede federal para garantir assistência às mulheres e às crianças”, afirmou Aladilce.
A vereadora foi à raiz do problema. Em 14 anos sob o comando do grupo político liderado por ACM Neto, Salvador construiu uma única maternidade municipal. Fortaleza, para uma população parecida, em torno de 2,5 milhões de habitantes, montou dez unidades próprias, sendo cinco maternidades e cinco hospitais.
Aladilce afirma que o contraste não é obra do acaso, e sim de escolhas políticas opostas. Enquanto Fortaleza investiu e consolidou uma rede própria, Salvador ficou com apenas dois hospitais municipais e uma maternidade recém-inaugurada.
“A saúde pública não pode ser medida apenas por discursos. Os números mostram que Fortaleza ampliou sua rede municipal e assumiu protagonismo no atendimento à população, enquanto Salvador continua dependendo principalmente das estruturas estadual e federal para garantir assistência materno-infantil. Isso evidencia a falta de investimentos municipais proporcionais às necessidades da cidade ao longo dos últimos anos”, concluiu a vereadora.
Foto: Divulgação







