16 de junho de 2026
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Camaçari recebe Selo de Transparência dos Festejos Juninos pelo segundo ano consecutivo

Camaçari recebe Selo de Transparência dos Festejos Juninos pelo segundo ano consecutivo

Mais uma vez entre os premiados, Camaçari recebeu o Selo de Transparência dos Festejos Juninos 2026. A ação em reconhecimento à lisura na declaração com os gastos públicos para eventos no período, é realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e os Tribunais de Contas do Estado (TCE-BA) e dos Municípios (TCM-BA), por meio do Painel da Transparência dos Festejos Juninos.

Com a temática “São João Pé no Chão”, a cerimônia, que aconteceu na manhã de terça-feira (16), no auditório Afonso Garcia Tinoco, localizado na sede MP-BA, em Salvador, é concedida aos municípios baianos que aderem voluntariamente à campanha anual, implantada desde 2023. A ação funciona como uma ferramenta de controle social, permitindo que cidadãos, gestores e órgãos de fiscalização acompanhem a aplicação dos recursos públicos destinados às festividades realizadas em todo o estado.

A vice-prefeita, Pastora Déa Santos, afirmou que receber o Selo é o reconhecimento de um trabalho construído com responsabilidade e compromisso. “Para Camaçari, esse momento representa mais do que uma premiação. É a reafirmação da aplicação correta dos recursos públicos, com planejamento e organização, fortalecendo a confiança com a população. Além disso, valoriza a tradição junina e o desenvolvimento da cidade”, pontuou.

Neste ano, 410 municípios declararam os custos com a contratação de atrações artísticas para os eventos locais. O painel reúne dados sobre artistas contratados, valores dos cachês, fontes de recursos e programação dos eventos realizados entre 1º de maio e 31 de julho.

Durante o evento, o procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, destacou que a iniciativa não busca interferir na livre contratação de artistas, mas assegurar que os recursos públicos sejam utilizados com critérios objetivos e com controle. “Não estamos colocando em discussão o valor do trabalho dos artistas nem impedindo qualquer contratação. O que defendemos é que, quando há utilização de recursos públicos, é necessário haver controle efetivo e parâmetros para essas contratações. O artista pode cobrar o cachê que considerar justo na iniciativa privada, mas o gasto público precisa observar critérios e mecanismos de fiscalização”, explicou.

Participaram da cerimônia a secretária de Cultura, Elci Freitas e o controlador-geral do município, Alex Pereira da Silva.

Foto: Aline Borges/Divulgação




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