22 de maio de 2026
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Pressão popular faz deputados baianos recuarem na “bolsa patrão”

Pressão popular faz deputados baianos recuarem na “bolsa patrão”

Nove deputados federais baianos assinaram a emenda apelidada de “bolsa patrão”, apresentada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR) durante a tramitação da PEC 221/2019. A proposta previa adiar por uma década o fim da escala 6×1 e conceder benefícios fiscais aos empregadores: redução do FGTS de 8% para 4% e isenção da contribuição patronal ao INSS. Um presente ao empresariado custeado com dez anos a mais de sobrecarga para os trabalhadores.

Todos os deputados que assinaram são de partidos que apóiam a pré candidatura do ex-prefeito ACM Neto para o governo da Bahia: Capitão Alden , Roberta Roma e Jonga Bacelar, do PL; Arthur Maia, José Rocha e Paulo Azi, do União Brasil; Diego Coronel e Rogéria Santos, do Republicanos; e Claudio Cajado, do PP.

A repercussão nas redes sociais foi imediata. Pressionados pelo ambiente digital, sete dos nove deputados baianos anunciaram a retirada das assinaturas. Mas anunciar não é o mesmo que fazer.

Até o momento, apenas três formalizaram o recuo com protocolo oficial: Diego Coronel e Cláudio Cajado registraram requerimentos na Câmara dos Deputados, com Coronel alegando erro de assessoria. Rogéria Santos abriu o requerimento nº 2940/2026 junto à Mesa Diretora. Roberta Roma e Arthur Maia comunicaram a intenção de retirar, este último pelas próprias redes sociais. Jonga Bacelar e Capitão Alden declararam que vão retirar, também invocando erro de assessoria. José Rocha e Paulo Azi, do União Brasil, sequer se pronunciaram.

A emenda pretendia trocar o direito ao descanso de milhões de trabalhadores por uma década de benefícios fiscais ao patronato. O recuo, feito sob pressão das redes e não por convicção, confirma que os deputados sabiam muito bem o que estavam assinando.

Foto: Reprodução




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