2 de junho de 2026
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Gripe: 65% dos idosos ainda não se vacinaram em Salvador

Gripe: 65% dos idosos ainda não se vacinaram em Salvador

Junho abre o período de inverno, mas, em Salvador, o tempo já esfriou desde o final do mês anterior. E quando a temperatura cai, sobe o número de casos de doenças respiratórias. Para amenizar esse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ampliou a cobertura de vacinação contra o vírus Influenza na última segunda-feira (1º). Agora, qualquer pessoa com idade a partir dos seis meses pode se imunizar.

Anteriormente, a vacinação estava voltada ao público prioritário, entre eles idosos com 60 anos ou mais. Na capital, 65% dos idosos ainda não se vacinaram, apontam dados da SMS. De 25 de março, quando começou a campanha, até esta segunda, foram 172.189 pessoas dessa faixa etária imunizadas. Ao todo, 457.193 idosos estão aptos para serem vacinados.

De acordo com Paula Caroline Pinto, médica geriatra na Clínica Florence, a baixa adesão está ligada ao medo de efeitos colaterais, a desinformação e a sensação de que a gripe é uma doença simples. A baixa adesão deixa essa população desprotegida, o que preocupa a especialista.

“A gripe pode evoluir para pneumonia e descompensar doenças crônicas como diabetes, cardiopatias e doenças pulmonares como bronquite e enfisema, além de aumentar muito o risco de hospitalização. Após uma infecção mais grave, muitos idosos apresentam perda muscular, fraqueza e fragilidade com perda importante de funcionalidade e autonomia. É muito comum o idoso melhorar da gripe, mas não conseguir voltar ao mesmo nível de independência que tinha antes”, revela a médica.

Para não correr o risco de ter uma consequência grave derivada da gripe, o casal Nadja Esteves, 78, e Flávio Esteves, 84, já se imunizaram. Os dois têm o hábito de comemorar a trezena de Santo Antônio de forma itinerante, no mês de junho, e não queriam passar pela festa desprotegidos. “O que derruba o idoso não é a vacinação. O que derruba o idoso é a falta de atenção, a falta de carinho, a falta de respeito, o isolamento e não se sentir pertencido. A vacina é a segurança que a gente tem”, acrescentou Nadja.

Crédito: Otávio Santos/Secom




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