13 de novembro de 2019
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Ilê Aiyê lança campanha de “crowdfunding” para manter projetos sociais

Ilê Aiyê lança campanha de “crowdfunding” para manter projetos sociais

Em dificuldades até para colocar seus associados na rua no Carnaval de 2018, o Ilê Aiyê, bloco afro mais conhecido da Bahia, está arrecadando doações por meio do Kickante, plataforma digital em que projetos sociais podem promover crowdfunding (vaquinhas virtuais) em nome de causas consideradas relevantes.

O objetivo da campanha, chamada Sou Ilê o ano inteiro, é ajudar no pagamento de despesas relacionadas à Escola Mãe Hilda, que precisou reduzir o número de alunos recentemente, e à Band’Erê, projeto da agremiação que forma jovens em música e está parado desde o ano passado.

Atualmente, contabiliza o presidente e fundador do bloco, Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, 50 alunos seguem sendo atendidos na escola mantida pela entidade. O número, entretanto, não chega nem perto dos 240 alunos entre 7 e 12 anos que eram atendidos até o ano passado.

Com o hiato no funcionamento da Band’Erê, conta Vovô, funcionários tiveram que ser demitidos e, por isso, o bloco amarga processos trabalhistas na Justiça.

Além disso, o patrocínio que a agremiação recebia da Petrobras já não existe desde 2015. “O que queremos com esse projeto é retomar nossos projetos no ano que vem”, almeja o gestor da entidade, estimando uma arrecadação de pelo menos R$ 30 mil na campanha digital.

Como doar – Essa, afirma ele, será a primeira etapa da campanha, que teve início no dia 1º último e vai até o começo de janeiro. No Kickante, as doações variam entre R$ 10 e R$ 500, mas uma segunda transação pode ser feita por quem deseja ajudar com um valor maior, frisa Vovô.

Até esta sexta-feira, 3, 16 pessoas já haviam transferido R$ 1.110 ao bloco, o que representa 3% do objetivo final da campanha. Entre as recompensas para os doadores, estão brindes que vão de um DVD do Ilê a uma oficina de dança afro ou percussão.

Cortes de tecido usados pelo bloco também estão entre as premiações. Já quem doar R$ 500 poderá gravar uma música com o Ilê, durante duas horas, no estúdio da agremiação.

“São formas de agradecer às pessoas pela ajuda”, afirma Vovô, dizendo que tem buscado apoio do governo estadual e da iniciativa privada para conseguir financiar o próximo Carnaval e as atividades regulares do bloco, durante o ano.




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