5 de março de 2021
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Incorporadoras registram 23% de aumento nas vendas do Minha Casa, Minha Vida

Incorporadoras registram 23% de aumento nas vendas do Minha Casa, Minha Vida

Depois de anos de crise, mais uma pesquisa aponta uma lenta recuperação do mercado imobiliário, ainda que com realidades diferentes para os segmentos popular (a todo vapor) e alto padrão (ainda no negativo).

Enquanto a comercialização de imóveis de alto padrão caiu 13% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação ao mesmo período de 2016, a venda de unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) aumentou em 23% nesse intervalo, segundo informa uma pesquisa feita entre as 20 maiores incorporadoras do país. O setor continua expressando otimismo. E quem está nas estatísticas como potencial comprador precisa ficar atento para não ter prejuízo.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), responsável pelo levantamento, destaca que enquanto a demanda por casas populares continua aquecida, na outra ponta do mercado, quase metade dos negócios fechados acabam em distrato.

“O segmento médio e alto padrão foi muito afetado pelo alto número de distratos, 46% em 2017, e pela crise econômica vivida no país”, afirma o presidente da Abrainc, Luiz França, que, entretanto, considera que o mercado como um todo está se recuperando gradualmente.

Fim de condomínios-clube – O Sindicato da Indústria da Construção da Bahia (Sinduscon-BA) considera os números da pesquisa próximos à realidade do estado e acredita que o mercado de alto padrão está se remodelando após a crise. “Está chegando ao fim o padrão de condomínios-clube. A tendência é que os novos lançamentos sejam de uma única torre”, aposta Carlos Henrique Passos, presidente da entidade.

A Abrainc destaca que há um comportamento bem distinto entre os segmentos. A lógica é que os compradores de imóveis populares não têm alternativa: adquirem o imóvel porque precisam dele. Enquanto quem vai comprar um imóvel de alto padrão pode desistir mesmo depois de ter assinado o contrato.

“Essa tendência vem se confirmando nos últimos anos, pois o MCMV mostra crescimento devido ao alto déficit habitacional existente no Brasil e à possibilidade de uso do funding FGTS (financiamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que proporciona acesso a imóveis com um valor de prestação mais adequado”, diz França.

Segundo ele, o mercado como um todo vem aos poucos melhorando ao longo de 2017. “O primeiro trimestre de 2017 foi pior do que o mesmo período de 2016 enquanto o segundo trimestre deste ano foi melhor que o mesmo período de 2016”, compara França.

Um ponto destacado pelo executivo é que, além das unidades do MCMV, os incorporadores começaram a detectar também uma “ boa comercialização” em produtos específicos, que são focados em regiões de alta renda.

Mais detalhes da pesquisa Abrainc

Lançamentos – Os imóveis de médio e alto padrão (MAP) representaram 20,9% do total de lançamentos do período. Os imóveis Minha Casa, Minha Vida (MCMV) totalizaram 77%. Os lançamentos de imóveis novos somaram 42.058 unidades entre janeiro e agosto de 2017, volume 9% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior

Vendas – No período de 12 meses pesquisado, entre agosto de 2016 e de 2017, 33,6% dos imóveis vendidos foram MAP, enquanto 58,7% foram de MCMV. Na mesma base de comparação, as vendas de imóveis novos totalizaram 68.632 unidades, alta de 3,4% em relação ao volume comercializado no mesmo intervalo em 2016

Distratos – Em todos os segmentos, foram contabilizados 37,3 mil distratos nos últimos 12 meses, o equivalente a 35,4% das vendas de imóveis novos. No segmento MAP foi de 45,6%, e no MCMV esse percentual foi de 19,8%




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