5 de abril de 2020
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Para Solla, “Lava Jato escancara seletividade”

Para Solla, “Lava Jato escancara seletividade”

Da Redação (redacao@newsba.com.br)

Após a deflagração da operação “Cartão Vermelho” na manhã desta segunda-feira (26), que aponta o envolvimento do ex-governador Jaques Wagner no desvido de pelo menos R$ 450 milhões da obra da Arena Fonte Nova, o deputado federal Jorge Solla (PT), divulgou uma nota em que acusa a operação Lava Jato de “seletividade” nas operações. Vale lembrar que Solla foi ex-secretário da Saúde dos dois governos de Jaques Wagner, em 2007-2010 e 2011-2014.

Confira a nota na íntegra:

“A manipulação da política pelo Judiciário ganhou mais um triste episódio com a ação espetacularizada que foi vítima o nosso companheiro Jaques Wagner. A ação combinada com os grandes veículos de imprensa acontece justamente quando seu nome entra em evidência na imprensa nacional, especulado como “um plano B para o PT” em caso do impedimento do presidente Lula, que sofre uma das maiores perseguições judiciais da história brasileira.

O objetivo de macular a sua imagem é explicito. As delações premiadas dos executivos das empreiteiras da obra da Fonte Nova já datam de mais de um ano. Nada, além de ilações sem provas, foi encontrado que incriminasse Wagner. Esta investigação, que carecia de substância e por isso definhava, saiu das gavetas assim que o ex-governador demonstrou viabilidade eleitoral para a disputa da Presidência da República.

Ativismo parecido não foi encontrado na Polícia Federal de São Paulo, que nada investiga sobre a relação do operador do PSDB Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, com o governador Geraldo Alckmin (também presidenciável), flagrado com R$ 113 milhões na Suíça. Nenhuma operação de busca na casa do governador, escancarado a seletividade de um judiciário apodrecido pelo seu desvirtuamento. É o golpe que trocou os tanques militares pelas canetas de juízes.”




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