24 de junho de 2019
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Bolsonaro chama Macri de “irmão” e alerta para risco de “novas Venezuelas”

Bolsonaro chama Macri de “irmão” e alerta para risco de “novas Venezuelas”

Em sua primeira visita oficial à Argentina, nesta quinta-feira (06), o presidente Jair Bolsonaro, ao lado do dirigente argentino, Maurício Macri, na Casa Rosada, elogiou o empenho do colega com o Mercosul e o chamou de “irmão”. O mandatário brasileiro pediu ainda as bênçãos de Deus para o povo argentino, em razão da proximidade das eleições, destacando: “Toda a América do Sul está preocupada, pois não quer novas Venezuelas na região.”

Ele pediu que os argentinos “votem com responsabilidade, com muita razão e menos emoção” nas eleições presidenciais de outubro. O presidente Mauricio Macri, candidato à reeleição, enfrentará nas urnas uma chapa que terá como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).

“Acho que toda a América do Sul está preocupada em que não criemos novas Venezuelas na região”, disse Bolsonaro em declaração ao lado de Macri na Casa Rosada, depois da primeira reunião entre os dois.

O presidente, que já advertiu inúmeras vezes contra a volta ao poder de Cristina, cuja chapa é favorita nas pesquisas, afirmou ainda: “Todos têm que ter, assim como no Brasil grande parte teve, muita responsabilidade, muita razão e menos emoção para decidir o futuro deste país. Que Deus abençoe este povo nesta decisão, porque desta forma teremos paz e alegria”.

Ao lado do brasileiro, Macri fez questão de ratificar o compromisso da Argentina com os direitos humanos, que citou duas vezes e disse que foi tema da reunião com Bolsonaro. Mais de 50 movimentos sociais organizaram protestos para o fim da tarde desta quinta-feira em repúdio à presença do brasileiro.

“Reiteramos nosso compromisso com os direitos humanos e a democracia, ratificando nosso compromisso e solidariedade para restaurar a democracia na Venezuela”, disse o argentino.

Sobre os protestos, Bolsonaro voltou a defender seu ponto de vista à respeito da ditadura brasileira. “Nós evitamos que mergulhássemos no obscuro mundo da esquerda. Mas não foi o movimento dos militares, foi de toda a sociedade. O que aconteceu no passado tem que servir de exemplo para todo mundo, para que no futuro não seja necessário que aconteça algo naquele sentido. Basta cada um velar pela democracia e pela liberdade”, disse a jornalistas, mais tarde.

O presidente ainda comparou a situação interna nos dois países: “Não viemos falar de política interna, mas tivermos uma experiência bastante triste no Brasil há pouco tempo, semelhante da Argentina. E democracia e liberdade devem falar mais alto nas eleições argentinas”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro destacou que levou quase todos seus ministros nessa viagem em razão da importância do momento, pela iminência da assinatura de um acordo entre Mercosul com a União Europeia. Os dois presidente assinaram hoje um memorando de entendimento em assuntos de mineração e na área de bioenergia. Ao falar do potencial energético, Bolsonaro citou a construção de duas prováveis hidrelétricas na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina.

Foto: Marcos Corrêa/PR




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