21 de julho de 2019
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Bolsonaro aguarda lista tríplice da ANPR para decidir chefia do MPF

Bolsonaro aguarda lista tríplice da ANPR para decidir chefia do MPF

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite deste sábado (8) que vai aguardar a definição da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para escolher quem vai chefiar o Ministério Público Federal (MPF) e disse que os nomes que se colocaram na disputa são “bons”. A eleição está marcada para o dia 18 de junho.

“Estou aguardando a lista tríplice”, disse Bolsonaro, ao falar rapidamente com populares e jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada e seguir para a Granja do Torto, onde deve dormir neste sábado.

Indagado pelo Estadão/Broadcast se a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é um bom nome para a chefia do Ministério Público pelos próximos dois anos, o presidente respondeu: “Todos são bons nomes”.

Alvo de críticas internas, Raquel optou por não entrar na disputa para integrar a lista tríplice. Mesmo esperando a definição dos nomes da lista, Bolsonaro já indicou que não deve seguir necessariamente à risca os nomes sugeridos pela associação. Nesta condição, ministros próximos ao presidente passaram a ver Raquel como uma candidata natural à recondução.

Raquel Dodge admitiu na última sexta-feira (7), pela primeira vez de forma explícita, estar no páreo para ficar mais dois anos no cargo. “Estou à disposição da minha instituição e do País para uma eventual recondução ao cargo, mas não sei se isso vai acontecer”, disse a procuradora, após participar de evento do Ministério Público em São Paulo.

O mandato da atual procuradora se encerra em setembro.

Ao todo, dez integrantes do Ministério Público Federal se inscreveram para concorrer à lista tríplice da ANPR neste ano. Além desses, o subprocurador Augusto Aras se apresentou como candidato avulso, fora da lista. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Augusto Aras fez acenos a Bolsonaro, disse que é preciso uma “disruptura” no Ministério Público e saiu em defesa de uma “democracia militar”.




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