23 de setembro de 2019
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Ciro quer que Tabata e outros sete deputados saiam do PDT

Ciro quer que Tabata e outros sete deputados saiam do PDT

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) voltou a defender nesta sexta (12) que a deputada Tabata Amaral (SP) deixe o PDT. Para o ex-candidato à Presidência, Tabata e os outros sete deputados que contrariam a orientação do partido na votação da reforma da Previdência estão na legenda errada.

Ao votar a favor da proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL), segundo Ciro Gomes, os parlamentares contrariam a história trabalhista do PDT. A legenda foi fundada por Leonel Brizola a partir do legado do PTB de Getúlio Vargas e João Goulart.

A Folha de São Paulo informa que a declaração de Ciro aconteceu em um evento do PDT, em Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (12). Ele já havia defendido a saída de Tabata na quinta (11), em Porto Alegre.

O pedetista disse que não gostaria de punir ninguém pelo posicionamento e que o episódio lhe “doeu muito”.

“Ela tem 25 anos, tem direito de aprender, de errar, mas ela não está no partido correto. Ela, pessoalmente, deveria ter a dignidade de sair”, afirmou a jornalistas.

O pedetista, porém, disse que era preciso não isolá-la, porque “ela estava no erro com outros sete deputados”.

Na primeira pergunta do público durante o evento, um homem da plateia perguntou: “O que vamos fazer com a Tabata?”.

Ciro contou que ligou para a deputada federal de São Paulo e pediu que ela não votasse a favor da Previdência, mas não sabia o que tinha acontecido.

Segundo Ciro, até a última conversa com a deputada, ela teria afirmado “sem nenhuma dubiedade” que era contra a reforma defendida pelo governo.

Na fala ao público, ele disse “que havia sido alertado” sobre movimentos como o RenovaBr — que tem Luciano Huck como uma das lideranças — e o Programa de Lideranças Públicas de Jorge Paulo Lemann, o segundo homem mais rico do Brasil, dos quais Tabata faz parte.

Para Ciro, os movimentos são “dupla militância”, com “infiltração maliciosa” nos partidos, seguindo agenda própria e ignorando os estatutos das legendas.

A possível saída de Tabata do PDT já colocou outros partidos atrás dela. O governador de São Paulo, João Doria, disse que ela é “rosto e alma do PSDB”. Questionado sobre a declaração, Ciro respondeu: “Eu me sentiria constrangido, se fosse ela”.

Caso os oito sejam expulsos, o PDT perde quase um terço da bancada na Câmara. Para Ciro, isso pode pesar na avaliação interna, embora seja contra que valha como critério.

O deputado que decidir deixar o partido por conta própria, sem que a justificativa se enquadre nos critérios definidos pela Justiça Eleitoral como justa causa (incorporação ou fusão do partido, criação de novo partido, mudança substancial ou desvio do programa partidário e discriminação pessoal), perde o mandato. Essa regra não vale para senadores.




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