15 de outubro de 2019
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Presidente de Israel pede a Netanyahu que lidere coalizão

Presidente de Israel pede a Netanyahu que lidere coalizão

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, escolheu nesta quarta-feira (25), o nome do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu para permanecer no cargo após as eleições do dia 17 e tentar novamente formar governo no país.

“A responsabilidade de formar o governo será entregue ao primeiro-ministro e líder do (partido) Likud, Binyamin Netanyahu, levando a uma declaração do presidente Rivlin e Netanyahu”, informou uma nota da Presidência antes do anúncio oficial.

Netanyahu e seu principal opositor, o general Benny Gantz do partido Azul e Branco, sigla que conquistou a maioria das cadeiras do parlamento israelense, chamado de Knesset, haviam se reunido na segunda-feira com o presidente Rivlin para que tentassem chegar a um acordo para formar um governo de união, onde ambos poderiam se revezar no cargo de primeiro-ministro.

O Likud, partido de Netanyahu, conquistou 32 cadeiras na Knesset, ficando atrás do Azul e Branco, com 33. Para formar maioria no governo, é necessário acumular o apoio de 61 dos parlamentares, entre as 120 cadeiras disponíveis.

Considerando as alianças com partidos menores, o Likud ultrapassou o Azul e Branco com o apoio de 55 parlamentares. Mesmo assim, ainda está abaixo do mínimo necessário para obter maioria. Já Gantz conquistou o apoio total de 54 parlamentares.

Gantz estava na frente nas previsões iniciais de apoio, mas três deputados da coalizão de partidos da Liga Árabe, que declarou apoio ao general, foram contra a recomendação das siglas na semana passada e declararam apoio a Netanyahu.

Prazo – O primeiro-ministro tem a partir de agora um prazo de seis semanas para angariar mais apoiadores e conseguir formar governo. Caso não consiga, existe a possibilidade da oportunidade ser oferecida a Gantz, ou de novas eleições serem convocadas.

Israel já passou por dois processos eleitorais em 2019. Em abril, Netanyahu já havia sido escolhido para formar governo e não conseguiu, levando à dissolução da Knesset. Os resultados no início do ano foram similares aos do pleito de setembro, com Gantz e Netanyahu praticamente empatados.




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