24 de junho de 2021
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Agronegócio está confiante nas colheitas dos próximos três anos, diz pesquisa

Agronegócio está confiante nas colheitas dos próximos três anos, diz pesquisa

Empresários do agronegócio estão confiantes com as colheitas dos próximos três anos – é o que aponta a 24ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC (24th Annual Global CEO Survey), com análise especial para o setor. De acordo com a pesquisa, a perspectiva no longo prazo, para 77% dos respondentes, é bem mais sólida do que a média brasileira das demais indústrias (67%), já que foi um dos que menos sofreu impacto com a pandemia da Covid-19. O índice de confiança na lucratividade do segmento para 2021 também é maior que a média nacional, sendo 53% ante 49%, respectivamente.

A pesquisa mostra que quase 50% dos respondentes informaram que a empresa ampliou o quadro de trabalhadores nos últimos 12 meses, enquanto, nos demais setores, o acréscimo foi de 31%. Além disso, 63% dos CEOs do agronegócio têm expectativa de realizar mais contratações no próximo ano, número similar aos demais empresários (62%). O levantamento ainda aponta que o foco na automação (40%), na qualificação e na reputação como empregador ético e socialmente responsável (33%) são as principais estratégias do agronegócio para a força de trabalho a fim de aumentar a competitividade da organização.

De acordo com a CEO Survey, as ameaças que têm mais peso na agenda de gestão de riscos do agronegócio (além da pandemia) estão relacionadas à volatilidade cambial (67%), mudanças de comportamento do consumidor (60%), aumento das obrigações tributárias (57%) e mudanças climáticas (47%). O estudo também aponta que mais de 50% dos líderes do setor consideram os mercados da China e dos EUA como os mais importantes para o crescimento dos seus negócios. Ainda de acordo com a pesquisa, quase 50% dos líderes do agronegócio têm maior foco em reportar os impactos ambientais, pois está entre as áreas-chave e de valor para as companhias.

Na média nacional, as prioridades para o bom funcionamento dos negócios, segundo os CEOs do agronegócio, estão relacionadas à educação e a adaptabilidade da força de trabalho (67%), à saúde e o bem-estar da força de trabalho (57%), a um sistema tributário efetivo (37%) e à infraestrutura (37%).

Impacto da pandemia – Em relação ao impacto da pandemia no gerenciamento de riscos, os líderes de agribusiness vão aumentar o foco na reavaliação de tolerância ao risco (66%) e na digitização da função de gestão de risco (56%) – assim como a média nacional.

De acordo com quase 50% dos respondentes, a pandemia está impulsionando investimentos de longo prazo no agronegócio, em transformação digital, cibersegurança e privacidade de dados.

Sistema tributário – Como os demais setores, o agronegócio espera que as mudanças no regime tributário tenham maior impacto na estrutura de custo (87%) e nas decisões de planejamento e nas obrigações tributárias (73%).

O agronegócio e a média nacional percebem as mesmas ameaças ao seu crescimento. Contudo, as ameaças preocupam uma parcela maior dos líderes de agro, sendo as três principais: incerteza da política tributária (73%); aumento da obrigação tributária (67%); incerteza política (63%).

Assim como na média nacional, os CEOs do agronegócio acreditam que um sistema tributário efetivo (77%), emprego (43%), educação (40%) e infraestrutura (37%) deveriam ser as prioridades do governo.

Foto: Divulgação




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