4 de dezembro de 2021
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Baía de Todos-os-Santos completa 520 anos do seu descobrimento

Baía de Todos-os-Santos completa 520 anos do seu descobrimento

Considerada como Patrimônio Cultural da Humanidade, a baía de Todos-os-Santos completa, nesta segunda-feira (1º), 520 anos do descobrimento pelos portugueses. Ela é a maior do Brasil e a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas da baía de Bengala, na Ásia.

A baía de Todos-os-Santos tem uma área de 1.233 quilômetros quadrados, ou seja, tem quase o dobro do tamanho de Salvador. Ela tem 56 ilhas e, às margens dela, ficam 16 municípios, incluindo a capital baiana.

Há cerca de 20 anos, a baía de Todos-os-Santos foi transformada em uma área de proteção ambiental por um decreto estadual.

Já em março deste ano, ela ganhou o Parque Natural Municipal Marinho da Barra, que é uma área de proteção entre os fortes de Santa Maria e Santo Antônio. A criação do parque não restringe o acesso às praias, assim como a navegação e esportes náuticos que não agridam o ambiente marinho, mas trouxe algumas regras para a pesca e ações pra tentar recuperar espécies marinhas que deixaram de existir no local.

Antes da chegada dos portugueses, a baía de Todos-os-Santos era chamada pelos indígenas da etnia tupinambá de “Kirimurê”, que significa grande mar.

No entanto, no dia 1º de novembro de 1501, uma expedição comandada por Gaspar de Lemos, na qual estava também o famoso explorador italiano Américo Vespúcio, chegou no local. Como a baía foi descoberta por eles no Dia de Todos os Santos, os portugueses resolveram batizá-la com esse nome.

Apesar da chegada dos portugueses, a colonização da área não começou nessa época, mas sim em 1534, com o sistema de capitanias hereditárias. A partir daí, Portugal começou a investir na colonização da área da baía de Todos-os-Santos de forma mais efetiva.

Já Salvador foi construída em 1549 para ser a primeira capital do Brasil e também para fortalecer a presença portuguesa na área.

Como a baía era muito cobiçada por outros reinos europeus, em 1624 os holandeses invadiram a capital baiana, considerada uma das cidades mais importantes do hemisfério sul na época, e permaneceram na região por quase um ano, sendo expulsos pelos portugueses.




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