O Movimento de Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) realizou um ato político na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta sexta-feira (17), durante sessão especial em memória aos 30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, onde 21 trabalhadores rurais foram assassinados. Ocorrido em 17 de abril de 1996, no Pará, o episódio brutal culminou na criação do Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Com cantos, ritos e cartazes que compõem a tradicional mística do movimento, cerca de dois mil trabalhadores sem terra realizaram uma intervenção simbólica com caixões dispostos ao longo dos corredores da Alba, representando os trabalhadores rurais assassinados. O evento também marcou o fim da Marcha Estadual pela Reforma Agrária na Bahia, que partiu de Feira de Santana, no dia 8 de abril, percorrendo mais de 120 quilômetros, até chegar a Salvador, na quarta-feira (15).
Estiveram presentes no ato, os deputados federais Valmir Assunção, Fátima Nunes e Lídice da mata; o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas; a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis; o superintendente de Patrimônio da União, Otávio Alexandre da Silva; o superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos Borges; o diretor de desenvolvimento sustentável do Incra José Ubiratã; a diretora de Educação dos Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Educação da Bahia, Poliana Reis; o professor e advogado Marinho Soares; o deputado estadual Marcelino galo; direções nacionais do MST, como Evanildo Costa e Eliane Oliveira, o presidente do PT Bahia, Tassio Brito; e a vice-reitora da UNEB, Dayse Lago.
Em seu discurso, Tássio Brito destacou que ações como essa não são isoladas, pois remontam toda uma trajetória de luta do MST por um mundo mais justo e mais igual. “Eles queriam carimbar na testa que esse povo jamais poderia ousar ter seu próprio pedaço de terra, sua própria vida nas mãos, porque querem sempre ver o povo subordinado. Eles enfrentam a gente porque querem voltar a um passado onde nos escravizaram e todas as riquezas do Brasil pertenciam a eles, das terras aos funerais. O MST nasce pra dizer que a terra e as riquezas do nosso país são para o povo”.
“E isso eles não toleram”, continuou. “As organizações de esquerda e o MST vão ainda mais longe, pois têm a coragem e a ousadia de eleger um metalúrgico para a presidência da república que é, sem dúvidas, a maior liderança política da história do Brasil: Luiz Inácio Lula da Silva”
Maior produtor de alimentos orgânicos do Brasil e maior produtor de arroz orgânico da América Latina, o MST conta com mais de 400 mil famílias assentadas no país. Na Bahia, é organizado em 150 assentamentos, com mais de 18 mil famílias assentadas.
Foto Letícia Oliveira/PT Bahia







